Fanfics Brasil - As residências - Parte I Os órfãos de Nevinny

Fanfic: Os órfãos de Nevinny | Tema: RPG, drama adolescente, mistérios


Capítulo: As residências - Parte I

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Em uma rua escura típica de subúrbio americano com enfeites de halloween, há algumas casas com luzes acesas na varanda. Porém, não ouvem nenhuma movimentação vindo de dentro de nenhuma delas. Pelo ar vocês escutam um pequeno avião passando igual aqueles que passam nas praias fazendo propaganda com uma grande faixa presa atrás na qual sai um eco com uma voz dizendo "Encontrem a melhor saída. Repito: Encontrem a melhor saída."


 


— Vocês ouviram isso? — Rebekah pergunta — O que ele quis dizer?


 


— Não é óbvio? É pra gente encontrar a melhor saída — Lavínia fala — Mas... então quer dizer que tem mais de uma?


 


— O instrutor deixou claro que a gente sairia só se todo mundo se encontrasse em um determinado local. A gente tem que saber que lugar é esse — você diz.


 


— Então nós vamos ter mesmo que entrar nessas casas? Elas são tão estranhas e essa rua que a gente está tá tão vazia.


 


— Não vai ter outro jeito. Nós precisamos encontrar os outros logo pra gente poder sair daqui — você afirma.


 


— Você tá com medo não é, Rebekah? — Lavínia pergunta.


 


— Eu entrei nisso só pela diversão. Mas eu confesso que não sou muito fã dessas coisas de terror — ela fala.


 


— Com a gente você não precisa ter medo. Eu e S/N já temos uma certa experiência com esse tipo de coisa. A gente te protege.


 


Ao falar isso você dá um leve empurrão no braço de Lavínia como se disesse com os olhos pra ela não avançar com o que estava dizendo.


 


— Eu preferi vir com vocês, já que Allison também é alguém bem confiante, mas eu não queria ficar segurando vela.


 


— Então se Max não tivesse vindo você não ia nem querer conversa com a gente? — Lavínia pergunta.


 


— Não foi isso que eu quis dizer. Na verdade eu já tô até arrependida de ter aceitado fazer um negócio desse.


 


—  Vamo' logo entrar na primeira casa. Vai que você encontre alguma coisa legal e goste — você diz ao se aproximar da primeira casa já subindo uma pequena escada.





Após adentrar a primeira casa, vocês analisam tudo detalhadamente em questão de estética, aspecto e harmonia, cujo é sua maior característica. Ela é bem simples, organizada e as cores que personalizam as paredes dos cômodos soam mais como uma vibe vintage.


 


— É bem charmosa. Tô com uma leve sensação de que já vi esse lugar alguma vez — Rebekah comenta.


 


— Tá, e o que a gente faz aqui? Não entendi essa dinâmica e o que tem fazer — Lavínia diz.


 


— A gente olha tudo. A casa não é tão grande e é só aqui em baixo, então a gente vai achar alguma coisa.





Você, Lavínia e Rebekah vão para lados diferentes a ponto de encontrarem alguma coisa que possa servir de solução para finalizarem o caso. Porém não fazem a menor ideia do que procurar e onde encontrar. É como se estivessem num mundo escuro com as mãos atadas. Até que...





— Eu encontrei uma coisa no armário. Olha, é uma foto do Heitor e a namorada dele — Rebekah fala mostrando o retrato.


 


— Deixa eu ver — Lavínia diz se aproximando — É, são aqueles dois. Parecem bem felizes.


 


— Sem ciúmes, Lavínia. Eu sei que você ainda gosta dele.


 


— Desse bebê chorão? Esse eu passo. Já tô em outra — Lavínia diz, virando a parte de trás do retrato — Olha, tá escrito Miríade atrás.


 


— Deixa eu ver — você fala pegando o retrato — Eles já tiveram lá antes?


 


— Parece que sim. Se é o que a foto tá mostrando... — Rebekah diz.


 


— Mas o que isso tem a ver? Não deve ser o que a gente procura. Na verdade nem sei o que é pra procurar.


 


— A gente pode olhar de novo com mais calma. Se não acharmos nada a gente dá o fora — Lavínia sugere.


 


E assim fazem. Após uma breve checada na casa, vocês decidem ir para a casa ao lado para tentarem ver se encontram alguma coisa. Porém, quando saíram algo estava diferente: um dos postes —  que até então estavam todos apagados — encontra-se agora com a luz acesa. A princípio vocês comentam entre si sobre a novidade, mas em seguida logo ignoram ao adentrarem a segunda residência.





Diferente da primeira, a segunda residência não se trata apenas de uma casa quando seus olhos enxergam o deslumbre do imenso brilho que quase cegam seus olhos de uma grande estrutura que parece ser um palácio. Com tudo muito luxuoso e com objetos de valor espalhados por toda parte, logo suas atenções são chamadas quando veem dois rapazes correndo em suas direções. São Heitor e Felipe.


 


— Nossa, ainda bem que nós encontramos vocês. Achamos que a gente nunca ia conseguir sair daquela casa — Felipe diz, arfando.


 


— Como que a gente veio parar aqui? Nós entramos em uma casa e de repente estamos no Palácio Dakota? — Rebekah questiona, confusa.


 


— Nós estamos em um jogo de realidade virtual. Não esquece disso — você diz.


 


— Cadê aquelas meninas que estavam com vocês? Pra onde elas foram?


 


— Elas foram pra algum outro lugar. E a gente precisa achar elas — Heitor fala.


 


— Pra mim não precisa encontrar nada. Elas estão bem — Lavínia fala.


 


— Espera, como assim a gente precisa encontrar elas? Pra onde elas foram? Vocês deixaram elas sozinhas? — você questiona.


 


— Nós tivemos que tomar uma decisão pra poder "salvar elas". A gente 'tava em uma das casas e de repente estávamos numa floresta escura que por sinal tava bem assustadora. Dava pra ver o palácio, então nós corremos de algum bicho que a gente não conseguia ver. Ele 'tava bem atrás de nós, então nós fizemos ele correr atrás da gente pra não pegar as meninas. Encontramos uma porta, então de repente nós viemos parar aqui. Por isso estamos assim tão ofegantes — Felipe diz.


 


— Nós ouvimos uma voz dizer "Encontre a melhor saída" e nós salvamos elas — Heitor fala


 


— Salvaram? Deixando elas lá sozinhas? Se bem que eu não tenho o que reclamar. Melhor que elas fiquem lá mesmo — Lavínia diz sentando-se em uma cadeira preta posicionada bem perto.


 


— Lavínia! — Rebekah exclama chamando a atenção da amiga.


 


Você dá um breve riso logo se recompondo quando Felipe olha para você.


 


— Bem, e vocês não viram Allison, Max e Cris? Nós não temos nenhuma notícia. Achei que a gente ia ficar no mesmo lugar, mas pelo visto estamos brincando de esconde-esconde — Rebekah fala.


 


— Nós não sabemos. A última vez que nos vimos foi antes da gente entrar na tenda — Felipe afirma.


 


— Encontramos uma foto do Heitor com aquela menina. Vocês em Miríade bem felizes — Lavínia comenta.


 


— Uma foto minha com quem? — ele pergunta. 


 


— Sua e daquela menina que você abandonou. Tinha um porta-retrato na casa que a gente visitou e atrás dela 'tava escrito Miríade. 


 


— Miríade? Mas nós nunca estivemos lá. Que foto é essa? 


 


— É uma foto que...


 


— Gente não liga pra isso. Vocês não lembram que tudo que a gente vê nessa simulação é de acordo com o que tem gravado nas nossas mentes? Nós entramos todos juntos na simulação então pode ser que as coisas estejam misturadas. Não faz sentido? — você diz. 


 


— É, o instrutor falou isso mesmo. Bem lembrado, S/N — diz Rebekah.


 


— Até porque Lavínia não tem nem porque perguntar isso pra mim. Ela não me dá bola mesmo. Agora que eu tô com uma menina ela quer vir atrás? — Heitor dispara.


 


— Garoto, eu não tô indo atrás de você. É só...


 


— Pessoal, a gente não tem tempo pra discutir relações agora. Vocês podem fazer isso quando a gente sair daqui. Por favor, agora vamos encontrar logo o restante do pessoal que eu tô doida pra sair daqui — Rebekah sugere.


 


— Ótimo, também penso assim — Felipe concorda.


 


Lavínia cruza os braços novamente e se afasta.


 


— Certo. Então pelo que percebemos nós estamos no palácio Dakota, não é? Ele tá um pouco diferente mas talvez ainda conheça um pouco desse lugar — você diz.


 


— S/N esteve aqui duas vezes, então pode mostrar pra gente a saída — Rebekah afirma.


 


— Não é assim também. Não é como eu saiba decorado todas as saídas desse local. 


 


— E então? — Felipe pergunta.


 


— Primeiro a gente vai o procurar alguma coisa. Foi assim que a gente fez na casa que a gente tava.


 


De repente um ruído de chaves ecoa de alguma parte do salão que estão e logo em seguida um barulho de algo se movimentando bem próximo lhes deixam em silêncio e estáticos por alguns segundos entreolhando entre si.


 


Sem hesitar, vão caminhando em cuidadosos passos a fim de encontrarem a fonte dos ruidos até pararem em um outro salão onde há uma formosa, repleta de vasos e extensa mesa. Nele, também há várias portas vermelhas posicionadas lado a lado, sendo cinco no lado esquerdo e mais cinco no lado direito.


 


— Essa sala já 'tava aqui quando vocês chegaram? — Lavínia pergunta a Heitor e Felipe se aproximando.


 


— Nós não sabemos. Já disse que acabamos de chegar — Felipe fala.


 


— Parece que esse é mais um desafio — Rebekah afirma — Mas o que é que tem que fazer?


 


Você, se aproximando da mesa olha dentro de um dos vasos e nota que há uma chave dentro. Você enfia a mão dentro dele, porém seu braço não chega até o final. Então, pega um martelo dourada que está deitado sobre a mesa e, sem pensar pensar bate com o martelo com toda força nele.


 


— Tem uma chave dentro, mas tem dez portas. Qual vocês acham que eu abro primeiro? — você pergunta.


 


— Como que a gente vai saber? Você tem que tentar as dez pra saber — Lavínia fala.


 


Assim que Lavínia fala, três batidas na porta são emitidos atrás de uma das portas, o que acaba assustando você e os outros presentes. Vocês se olham por alguns segundos ao passos que as batidas continuam aumentando sua frequência a cada vez que o som ecoa.


 


— O que é que tem nessa porta? — Heitor pergunta aparentemente com medo.


 


E é assim que uma das portas chama sua atenção quando ela começa a tremer como se alguém tivesse dando pancadas ou de algum modo tentando sair. Você caminha até em frente dela e, com a chave na mão, você introduz a chave na fechadura fazendo com que a movimentação estranhamente pare.


 


Girando a chave cuidadosamente, ao destrancar, abre a porta devagar. Porém, ao abri-la por completo não encontra nada, lhe deixando um pouco mais aliviadx.


 


— Não tem nada aqui. Só uma porta vazia — você diz.


 


— Viu, seu medroso. Não tem nada aqui — Felipe afirma para o irmão na tentativa de acalmá-lo.


 


— S-sim. Eu tô vendo — ele diz.


 


— Bom, então agora é a minha vez — Lavínia fala indo em sua direção.


 


Entretanto, no momento em que vai fechar a porta, ouve um sussurro vindo de dentro dela dizendo "Deixe-me entrar".


Seu coração gela por uns segundos e um vento frio beija o seu pescoço lhe deixando com arrepios. Você, então, se afasta porém ao se virar acaba chocando-se com Lavínia que se assusta, reclamando:


 


— Ei, S/N! Presta atenção! Que cara é essa?


 


— Você ouviu isso? — você pergunta ainda assustadx.


 


— Ouviu o quê? Eu vim pegar o martelo de você porque eu vou quebrar outro vaso pra poder a gente sair logo daqui — ela pega o martelo de suas mãos logo fechando a porta — Eu vou escolher a porta dois. Mas vai ser do outro lado.


 


E, após quebrar o vaso e pegar a chave, Lavínia vai até a segunda porta e abre retirando de dentro algo que lhe deixou sem palavras.


 


— O que você encontrou aí dentro? — Heitor pergunta.


 


— Parece uma fralda suja de... sangue? — ela diz mostrando o objeto com nojo.


 


— O que isso quer dizer? — Rebekah pergunta.


 


— Quer dizer que a gente tem que abrir outra porta — você diz — Quem vai ser agora?


 


— Eu não tô gostando nada dessa brincadeira — Heitor comenta.


 


— Pode deixar que eu vou — Rebekah fala.


 


Ao destrancar a porta escolhida, diferente das outras duas que estavam escuras por dentro, dessa vez há uma luz acesa e uma estante envelhecida de madeira com alguns objetos. Nela há pregos enferrujados, mini flechas, um pequeno tubo de vidro com diferentes tipo de pedras e um pouco mais abaixo há uma jaqueta de time de futebol com as iniciais de Tommy Thompson. Ao vê-la, rapidamente fecha a porta passando a vez para Heitor.


 


— Vai, é sua vez. Tem que deixar de ser medroso.


 


— Mas eu não tô com medo. É só que... tem certeza? — Heitor pergunta.


 


— Não precisa ter medo. Não tá acontecendo nada. Não tá vendo? — Lavínia diz.


 


— Certo. Eu vou — ele concorda pegando o martelo das mãos de Rebekah.


 


Ao abrir a porta, Heitor ligeiramente fica relaxado e satisfeito quando abre e não encontra nada lá dentro. Dessa forma com o intuito de agilizar o processo, logo passa o martelo para seu irmão, Felipe, que não hesita em escolher a porta para abrir.


 


— Será que essa é a última porta a abrir ou temos que abrir todas elas? — Felipe pergunta.


 


— Abre logo de uma vez pra gente descobrir logo! — Lavínia ordena.


 


— Tá.


 


E assim fazendo, Felipe abre a porta e, dentro dela, duas formas humanas vão começando a surgir como se fossem sombras. Elas parecem estar abraçadas e se beijando e, pouco a pouco sua nitidez vai ficando mais evidente até que se forma um rosto conhecido.


 


— Cynthia? — Felipe pergunta


 


— Francamente, garoto. Até aqui você fica pensando nessa menina — Lavínia reclama.


 


— Calma, Lavínia. Essa é a vez dele — Rebekah diz.


 


— É a Cynthia. Mas ela tá abraçada com alguém? Mas a outra pessoa não tem rosto, é só uma sombra — Felipe afirma.


 


— "Não é a Cynthia, seu idiota. Olha direito" — a voz de dentro da porta fala.


 


Felipe fica sério e no mesmo instante chama por Rebekah falando sobre o que vê.


 


— Micaella?! — Rebekah pergunta, surpresa, ao ver a imagem da amiga ali que repentinamente solta uma gargalhada um tanto vilanesca enquanto beija a tal sombra ainda sem identidade.


 


Rebekah fica paralisada olhando aquela imagem até que você decide acabar com aquilo de uma vez ao fechar a porta.


 


— Er... certo. Isso não tá ajudando em nada. Nós já olhamos cinco portas e cada uma delas têm coisas que não estão ajudando nada pra desenrolar e ajudar a gente a sair daqui. Ainda faltam cinco portas pra gente olhar. Acho que tá na hora de sermos mais práticos e agilizarmos com isso — você fala, decididx.


 


— Eu também acho. Isso tá muito estranho e dramático demais — Lavínia concorda.


 


— E o que vai fazer ou tá pensando em fazer? — Felipe pergunta.


 


Agora com o martelo em mãos você quebra mais um dos vasos e pega a chave de dentro e logo entrega o martelo para Lavínia.


 


— Cada um de vocês pega uma chave e abre a porta. Vamos abrir ao mesmo tempo. Assim já agiliza logo e evita da gente ter que passar por todo esse negócio. Quem achar a saída primeiro avisa pros outros e a gente dá logo o fora daqui — você declara.


 


— É claro! A gente era pra ter feito isso desde o início — Heitor fala.


 


— Como se você fosse ter essa ideia, né bebê chorão? — Lavínia dispara.


 


— Bom, eu gostei. Ainda tô tentando processar o que foi que aconteceu aqui — Rebekah comenta.


 


— Certo. Então vamos fazer logo.





E assim fazendo, todos vocês pegam suas chaves e se direcionam até às portas restantes. De um a um vão rodando suas chaves nas fechaduras na expectativa e ansiedade de saída finalmente abrindo as portas.



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Autor(a): brenno.gregorio

Esta é a unica Fanfic escrita por este autor(a).

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— Então, o que vocês estão vendo na porta de vocês? — você pergunta aos seus colegas ao lado.   — Eu tô vendo um corredor estreito e escuro e no final dele tem uma cachoeira. É um lugar lindo, S/N. Tem muitas árvores e plantas. Acho que já sonhei com esse lugar. Mas no final dele tem tipo uma ...


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Comentários do Capítulo:

Comentários da Fanfic 2



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  • white_giraffe Postado em 01/04/2023 - 18:28:04

    Oi, também sou nova neste site que tentou publicar outras fanfics. Estou ansiosa para o próximo capítulo, espero que continue! ⁠✿

    • brenno.gregorio Postado em 01/04/2023 - 23:22:56

      Oi! Obrigado por gostar da minha história, fico muito feliz. O capítulo 3 já vai estar disponível em instantes. Não perde, não! :)


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