Fanfic: Os órfãos de Nevinny | Tema: RPG, drama adolescente, mistérios
— Então, o que vocês estão vendo na porta de vocês? — você pergunta aos seus colegas ao lado.
— Eu tô vendo um corredor estreito e escuro e no final dele tem uma cachoeira. É um lugar lindo, S/N. Tem muitas árvores e plantas. Acho que já sonhei com esse lugar. Mas no final dele tem tipo uma coluna com uma caixa de vidro. Tem alguma coisa brilhante dentro — Rebekah responde admirando a visagem.
— No meu também tem uma caixa com essa coisa brilhante, mas aqui não é uma cachoeira. Parece um hospital ou clínica. Mas não tem ninguém, eu hein — Lavínia diz.
— Heitor e no seu? — Rebekah pergunta.
— E-eu tô vendo um lugar. Ele é meio nojento, abandonado e escuro. Tem coisas penduradas como se fosse sacos de açougue. Eu não tô gostando disso. Não vou atravessar essa porta, não — ele diz claramente assustado.
— Na minha porta tem um campo. Tá noite e tem uma floresta bem sombria. Parece a mesma que eu e Heitor estávamos — Felipe fala.
— Nada demais. Eu já passei por uma dessas. Não é tão assustador assim — Lavínia comenta.
— Você é corajosa mesmo, amiga. Eu não teria coragem de enfrentar — Rebekah afirma.
— Felipe, eu acho que a sua porta vai te levar até a floresta que vocês deixaram suas namoradinhas. É claro, faz sentido. É a sua missão de resgate. A voz não diz "Encontrem a melhor saída"? Nós não vamos sair daqui enquanto a gente não salvar elas. Já vi que vamos ficar aqui — Lavínia diz, reclamando.
— Calma, amiga. Você nem sabe se é isso mesmo. Talvez a gente tenha que passar pela porta e só pegar a chave cada um. Não precisa ser uma coisa tão elaborada.
— Será que a gente pode trocar? Eu não queria mesmo entrar aqui — Heitor diz.
— Eu não sei. Pode. Nada aqui é de verdade mesmo.
— Vocês estão aí falando mas ninguém quis saber o que tem na última porta — Felipe fala.
— É verdade. S/N, diz aí. O que você tá vendo na sua porta? — Lavínia pergunta.
— Eu...eu tô vendo uma rua. Tem várias casas e já tá à tarde — você inicia — O sol tá quase se pondo. Lembra um pouco da rua que vimos lá fora. Talvez um pouco, eu acho.
— E não vê nenhuma caixa?
— Não, eu não tô vendo nenhuma caixa que nem a de vocês.
— Então, o que a gente faz? — Felipe pergunta.
— Será que podemos trocar de porta? Eu trocaria com o Heitor. Ele não parece bem — Rebekah diz.
— Não precisa. Heitor é grande. Consegue passar sozinho — Lavínia dispara.
— Não importa. E se ela quiser trocar comigo? — ele diz — Eu aceito.
Então Rebekah e Heitor trocam de lugar na esperança que tenham aliviado seus caminhos.
— E agora é só a gente entrar? E depois? — Lavínia pergunta.
— Temos que fazer logo pra descobrir. Não podemos perder tempo — você diz — Vamo' no três? Um, dois... e três.
Ao mesmo tempo, todos vocês passam pela porta adentrando o espaço que escolheram para percorrerem e poderem desvendar o que tem que ser feito. Não se sabe ao certo qual o motivo e o real objetivo da missão que está à frente, porém sabe-se que tudo tem que ser feito o mais rápido possível.
A sua porta sorteada lhe leva para um ambiente na qual acredita que tenha um acontecimento anterior. Podendo assim falar, uma lembrança lhe surge na mente lhe remetendo à visão que já tivera outra vez no evento do Purple Vision quando entrou na máquina sugadora naquela noite. Sua conclusão não está totalmente correta, mas o que vê lhe lembra muito do mesma ambientação em que estivera. Porém, dessa vez, algo está diferente. Naquela vez você entrara sozinhx na máquina lhe permitindo embarcar numa viagem mais solitária e talvez pessoal. Já nessa, como é feita em grupo, um detalhe extra lhe faz ter uma experiência um pouco mais diferente ao notar que sua conexão com os outros não foi perdida.
— Nossa, que lugar horroroso e fedorento — diz uma voz ecoando ao longe e não desconhecida.
— Rebekah, é você? De onde você tá falando? — uma outra voz diz, assustada.
— Eu tô ouvindo vocês. Parece que estão perto? Vocês conseguem me ouvir também? — você pergunta enquanto caminha pela rua deserta.
— Eu tô te ouvindo, S/N. Só não tô te vendo. É Lavínia aqui — ela fala.
— Nossa, como é bom ouvir a voz de vocês. Eu tô sozinho nessa porcaria de floresta. Não tem absolutamente ninguém aqui. Lavínia, sinto muito em dizer mas acho que você... pode estar certa — Felipe fala.
— Heitor, você tá bem? — Rebekah pergunta, aparentemente aflita.
— E-eu tô, mas... é esquisito não ter vocês aqui comigo — ele diz.
— Não vai chorar — Lavínia brinca.
Em sua visão, você caminha pela rua observando o ambiente alaranjado onde o sol está quase para se pôr em breve. Após um pequeno tempo, você confere todas as portas das casas, porém nenhuma abre.
Você tenta voltar, porém, quando olha para trás, percebe que a porta vermelha por onde passara já não está mais ali. Então, decide se comunicar de novo com os seus colegas, mas tudo o que ouve é apenas o silêncio ecoar.
— Pessoal, vocês ainda estão aí?
Ninguém responde.
Seus pensamentos sobre o que viria a seguir começam a lhe preocupar e também por querer saber para onde seus colegas teriam ido. E é então que em meio a isso, surge algo que lhe chama bastante atenção. É uma casa localizada na dobra da esquina, no fim da rua por onde está passando. Curiosamente, ela é a única que está sendo banhada pelo sol.
📍 Dentro da casa...
Entre todas as outras na qual tentara girar a maçaneta, essa residência foi a única que conseguiu adentrar.
Assim como a primeira casa que entrou de início juntamente à Rebekah e Lavínia, essa é toda decorada com uma leve ambientação clean e despojada ao mesmo tempo.
Após vasculhar por alguns minutos, você encontra um armário localizado na cozinha que lhe chama bastante a atenção. Ele é bem parecido com um na qual já tinha visto na casa de dona Ami na noite em que ela foi encontrada amarrada e desacordada ao lado de um bilhete em tons de ameaça pelos miridianos.
A lembrança daquela noite vem em sua mente detalhadamente sobre tudo que viu e o que ocorrera posteriormente. Seguindo seu impulso, sem pensar duas vezes então decide abrir de uma vez a porta do armário e encontra um simples e singelo bilhete. Ao abri-lo cuidadosamente, você vê o que tem escrito:
"Me desculpe, S/N. Eu tive que voltar. Mas eu não quero ficar. Me ajude a sair daqui.
Victor Walsh :/ "
De primeira, você não entende a mensagem. Tudo fica confuso e sem sentido. Victor Walsh era seu amigo de infância que residia na cidade de Atelis. Mas sua partida já aconteceu há algum tempo. A última vez que o viu, assim também como sua família, foi na lindíssima homenagem que teve de todos os conhecidos e familiares em seu funeral.
Deixando um bilhete lá você encontra uma estreita porta vermelha localizada nos fundos da cozinha. Você deseja abrir é assim fazendo nada encontra lá dentro. Está um breu e um prazer a passagem não dá para a lugar nenhum também você nem usa por os pés do lado de dentro.
Subitamente, após tentar dar uma breve bisbilhotada você começa a ouvir várias batidas vindo da direção da porta principal.
Algumas vozes em simultâneo chamam pelo seu nome.
Com cuidado, você se direciona até ela para dar uma conferida pela brecha da porta a fim de poder ter a certeza de quem são os donos das vozes já que elas soam bastante familiares. São Felipe e Lavínia, na qual parecem super desesperados implorando para entrar. Sem pensar você abre a porta e, quando eles passam vão direto para o fundo da cozinha apressadamente. Ao mesmo tempo, você vê do lado de fora Heitor correndo na maior velocidade ao longe em direção à casa com uma expressão nitidamente de desespero e cansaço sob o céu que inexplicavelmente está se tornando vermelho e com névoas.
— Fecha essa porta, S/N! — Lavínia grita.
— Não posso. Heitor tá quase chegando ali — você diz, observando-o.
— Corre, Heitor! — Felipe grita olhando seu irmão da porta.
— O que aconteceu que vocês estão desesperados desse jeito? Cadê os outros?
— Eu não sei, S/N! A gente não sabe. Tem um monstro horrível lá fora. Ele tava correndo atrás da gente — Lavínia fala, suspirando — Eu tava no meu cenário depois daquela porta vermelha tentando pegar a chave que tava dentro da caixa transparente, mas quando consegui pegar ouvi um monstro gigante rugindo vindo atrás de mim. 'Tava tudo fácil demais, eu até estranhei. Mas aí quando olhei pra trás não tinha mais a porta, então eu comecei a correr adoidada pra qualquer lado, então eu vim parar aqui nesse bairro. Você não ouviu nada?
— Não. Eu não ouvi nada. Eu só vim parar aqui. Não teve nada de monstro — você afirma.
Heitor, então, chega na maior correria e ao passar bate a porta com toda a força indo ao encontro de Lavínia para um abraço na qual a mesma fica sem reação.
— Nossa, Heitor, meu irmão. Você tá bem? — Felipe pergunta, preocupado.
— Eu nunca mais vou querer entrar nesse negócio de realidade virtual de novo — Heitor diz secando o suor do rosto.
— Cadê a Rebekah? Agora só falta ela chegar! Onde será que ela tá?
Por uma porta localizada ao lado da sala, eis que surge uma Rebekah atordoada e com os cabelos molhados. Apressadamente ela fecha a porta com toda a força fazendo um enorme barulho deixando todos assustados.
— Nossa, que droga! Eu achei que esse jogo era só de realidade virtual. Mas tô vendo que não é só isso — ela fala olhando o estado de sua roupa.
— Que diacho aconteceu com você?! — Lavínia pergunta, espantada.
— Um maluco tava atrás de mim. Enquanto eu fugia dele acabei caindo num lago. Heitor, você tinha razão em não querer entrar naquel lugar. Foi horrível. Eu tava numa espécie de lugar onde colocam carnes congeladas, tipo um frigorífico, não sei. Tudo escuro. Mesmo sendo de mentira foi tudo muito real. Eu não consegui me comunicar com vocês. Foi horrível — ela diz — E quanto à Cris, Allison e Max? Por que não vieram com vocês?
— Nós não sabemos onde elxs estão. Nós precisamos continuar — você fala.
— Se tivessem que aparecer já tinham aparecido, não é? Não tem como eles se perderem nesse negócio. Não é um mundo muito grande — Rebekah fala, incerta.
— Mas nós não podemos voltar lá pra fora. A gente 'tava fugindo dos monstros. Não tem sentido — Felipe declara.
— Eu encontrei uma porta na cozinha. Quando eu abri não tinha nada lá. Acho que deve ser a única saída provável. Foi assim que aconteceu lá no palácio, não foi? — você fala.
— É, pode ser que sim. É o único jeito? — Heitor pergunta.
— Vai ser o único jeito — Lavínia diz indo em direção da porta logo abrindo-a.
O cenário da vez é um túnel com luzes roxas posicionadas nas paredes e mais uma vez um trilho de trem. Assim como os outros que já vira outras vezes não dá pra saber para onde ele vai, qual o seu caminho. Mas essa é a única alternativa agora. Você e Lavínia já tem um certo conhecimento e experiência sobre isso, por isso são as primeiras pessoas a irem na frente encorajando os outros que avaliam o local ainda indecisos.
— Vocês não precisam ter medo. Isso aqui é assustador quando você olha de fora, mas é de boa quando já estão dentro — Lavínia afirma, segura.
— Parece que ela entende do assunto e tem experiência. Assim fica até mais fácil acreditar — Heitor diz.
— Pode acreditar, querido, eu tenho mais experiências do que você imagina — ela fala dando um sorrisinho.
Então, juntos começam a seguir pelo caminho do trilho de trem em meio à escuridão meio perdida andando sem rumo. Assim que passam pela porta, um enorme ruído acontece do outro lado, como se fosse um furacão ou algo do tipo. Ignorando o acontecimento, decidem apressar o passo ficando, assim, andando por mais um tempo.
⌚️ Algum tempo depois...
— Eu não paro de pensar onde estão Allison e os outros. Esse fato de até agora não termos uma notícia tá me deixando muito nervoso — Felipe comenta.
— Nem me fale. Eu só quero que isso acabe logo. Minha roupa ainda tá super molhada — Rebekah reclama.
— Eu não era nem pra estar aqui — Heitor inicia — Se eu soubesse que seria desse jeito eu...
— Olha, calem a boca! Acho que encontrei uma coisa — Lavínia fala apontando para um objeto amarelo no chão.
— O que é isso?! — Heitor pergunta, estático.
— Parece um drone — você fala chegando perto do objeto — Mas ele é diferente. Tem... patas, que nem uma aranha.
— Deixa eu ver — Lavínia fala pegando o objeto — Olha, tem escrito um nome: Kodak.
— Essa não é aquela marca famosa de fotos? — Rebekah pergunta.
— Por que deixaram isso aqui? — Felipe pergunta.
— Que pergunta idiota, Felipe. Ninguém veio aqui. Isso é coisa da nossa cabeça — Lavínia fala.
— Tem um botão aqui — você diz logo apertando-o.
Assim que o faz, uma luz azul e forte surge de dentro de um espelho do drone na qual te assusta e lhe faz largar imediatamente o objeto deixando-o cair no chão. Uma espécie de holograma é criada na qual é espelhada no teto do túnel. Você, apressadamente, posiciona e centraliza o drone de um modo que todos possam ver o que há pra mostrar.
Na sequência, imagens alternadas começam a surgir: pessoas fazendo uma revolução no meio da rua, um bebê sendo enrolado por um manto branco, um homem de costas de terno ajeitando sua gravata em frente à um espelho, uma floresta escura com um buraco no meio que leva à algum lugar, um garoto e uma garota aos beijos sendo enrolados por algo rastejante, a delegacia de polícia para qual foram na noite do Super 8, um armário aberto onde estão um garoto e uma senhora desacordados no chão, um parque de diversões, uma escola e por fim a mensagem em letras maiusculas "ENCONTREM A MELHOR SAÍDA".
— Alguém entendeu alguma coisa? — Rebekah pergunta.
— Eu não entendi nada disso, mas olhem, tem uma porta no fim do corredor — Heitor fala, apontando na direção da porta que vai se aproximando rapidamente parando bem em frente à vocês.
📍 Do outro lado da porta...
— Nossa, até que enfim vocês chegaram? Onde é que se meteram esse tempo todo? A gente tá esperando por vocês há horas — Allisson fala puxando Lavínia pelos braços.
— S/N! Finalmente você. Que demora! O que andaram fazendo? Vocês estão péssimos e a Rebekah tá molhada? — Cris fala dando uma gargalhada.
— O quê? Como é que vocês chegaram aqui e não encontraram a gente nenhuma hora? — você pergunta sem entender.
— Isso não é hora de se explicar. A gente precisa sair daqui agora — Allison ordena.
— Mas onde é que a gente tá? — Lavínia pergunta.
— Cadê a Bellarmina e a Loren? — Heitor pergunta, confuso.
— Vocês não conhecem mais o Side Phantoms? A gente tá aqui desde a hora que a gente chegou. Por um momento eu cheguei a pensar que íamos ficar a noite toda aqui esperando por vocês. Vocês não sabem mais aindar sozinhos? — Max pergunta em tom de deboche virando os olhos.
— Vambora, vamo' sair desse lugar. A saída é logo ali.
Allison chama vocês indicando o caminho na qual todos vão seguindo sem pensar ainda incrédulos e confusos sobre o que ocorrera.
Mas como que Allison, Cris e Max estavam naquele lugar o tempo todo e por que não haviam se encontrado durante toda a trajetória? E outra: onde foram parar as acompanhantes de Heitor e Felipe, Bellarmina e Loren? São tantas questões, mas até agora sem nenhuma resposta. Detalhes serão contados após a última porta.
Autor(a): brenno.gregorio
Esta é a unica Fanfic escrita por este autor(a).
Prévia do próximo capítulo
Você e seus colegas estão reunidos no refeitório da escola falando sobre um assunto que não podia ser outro. Afinal, a experiência que viveram ontem à noite no Side Phantoms foi bem marcante, porém há algumas coisas que vocês ainda não conseguiram entender... — Então, m ...
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Comentários do Capítulo:
Comentários da Fanfic 2
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white_giraffe Postado em 01/04/2023 - 18:28:04
Oi, também sou nova neste site que tentou publicar outras fanfics. Estou ansiosa para o próximo capítulo, espero que continue! ⁠✿
brenno.gregorio Postado em 01/04/2023 - 23:22:56
Oi! Obrigado por gostar da minha história, fico muito feliz. O capítulo 3 já vai estar disponível em instantes. Não perde, não! :)