Fanfics Brasil - Cap. 14 - Aurora Nárnia - O Rei Feiticeiro [+16]

Fanfic: Nárnia - O Rei Feiticeiro [+16] | Tema: Nárnia


Capítulo: Cap. 14 - Aurora

37 visualizações Denunciar


No espaço de tempo em que Cáspian havia voltado ao castelo para a assembleia com seus fidalgos, Ed se ocupou, junto a Pedro e Lúcia, de preparar o Palácio de Gelo para a vinda do novo residente.


Jadis não saía do quarto há vários dias. Apenas parteiras e curandeiras perambulavam pelos aposentos gélidos, além dos irmãos Pevensie. Ainda assim, dois Minotauros faziam a vigília no corredor de entrada.


Edmundo estava parado de pé ao lado da cama. A Feiticeira parecia lânguida e febril, mas seus olhos continuavam ferozes e alertas. Ela tentou se sentar e o rapaz prontamente ajeitou as almofadas atrás dela.


— Está melhor?


— Não muito, mas enfim... Só espero que esse suplício termine logo.


— Não diga isso, é uma dádiva. É normal ficar indisposta na véspera do parto.


— Diga-me, Edmundo, você matou o dragão com magia?


— Por que isso agora?


— Apenas responda minha pergunta.


— Sim.


— Bom. — Ela sorriu. — Sabe como você está sendo chamado pelos aldeões das montanhas?


— Como sabe disso?


— Tenho pássaros que são meus olhos e ouvidos.


— Assim como as árvores?


— Exatamente. — Ela lhe sorriu de lado. — Você é chamado de Rei Feiticeiro. Seus feitos estão correndo por toda Nárnia.


Edmundo apertou o pomo da espada.


— O que pretende, afinal?


Ela o mirou arqueando as sobrancelhas; sorriu de um jeito misterioso.


— Ainda não descobriu, meu jovem Rei?


— Acho que nem mesmo você sabe bem o que quer.


— Sei muito bem o que estou fazendo. Quando chegar o momento certo, você fará uma coisa por mim, uma coisa muito importante.


Ele não respondeu, mas saiu do quarto a passos pesados. Apesar de enfraquecida ela não perdera o veneno de sua malícia. Mesmo acamada havia consertado o quarto com sua magia. Não duvidava que mesmo nesse estado Jadis poderia se erguer e lutar como na batalha contra Aslam. Foi para a sacada da Sala de Reuniões e ali permaneceu pelo resto da tarde, ponderando o enigma por trás daquela mente sombria. Sentia como se um manto invisível estivesse prestes a cair sobre ele.


— Aslam — falou num sussurro —, não deixe que eu caia em desonra... Não de novo.


 **********


No dia seguinte, Edmundo foi acordado às pressas por Lúcia.


— Ed, acorda! O bebê nasceu! Venha depressa!


Ele pulou da cama e seguiu, descalço e desgrenhado junto à irmã para o quarto de Jadis. Viu Pedro na porta do corredor, pálido e boquiaberto. Edmundo quase perdeu a respiração.


— O que foi?


— É uma menina! — Ele lhe deu um apertado abraço com um largo sorriso no rosto. As pernas do irmão caçula bambearam e Pedro o amparou. — Eu não acreditei que isso fosse mesmo acontecer, mas é uma linda menininha!


— É claro que ela é linda, é uma Pevensie! — gracejou Lúcia.


Edmundo entrou no quarto e caminhou até a Dama de Gelo.


— Veja Edmundo, é uma menina. — A pequena criatura estava nos braços de Jadis, envolta num macio cobertor branco. — Irá se chamar Aurora.


— Posso pegá-la?


— Com cuidado.


— Claro. — Ele a pegou delicadamente, ainda que com firmeza, e a aninhou em seus braços. — Vejam! É minha filha! — E a exibiu para seus irmãos.


— Tem os olhos da mãe! — Lúcia segurou os dedinhos dela.


— Mas a expressão amarrada é a do Ed — comentou Pedro. — Só por isso já se sabe que vai dar trabalho.


— Daria mais trabalho se puxasse ao tio — ralhou Edmundo. — Ei, ela está tão quieta. Isso é normal? — Ele a devolveu aos braços da mãe.


— Não sei. — Jadis olhou para as três mulheres que realizaram o parto. — Ela voltou a dormir? O que está havendo?


— Majestade, ela não parece bem! — A curandeira levou a criança para a mesa do quarto e a examinou com seus olhos ambarinos. — Ela está fraca, não consegue respirar...


— Faça alguma coisa! — esbravejou a feiticeira. — Se ela morrer, vocês morrem também!


— Majestade, a vida dela está se esvaindo... Eu não entendo! — Viram quando a delicada aura azulada escapou do corpo da pequena como pó estelar sendo levado pela brisa. — O coração já não bate. A alma desta criança foi soprada para longe.


— Ela... está morta? — Já conheciam aquele tom ameaçador dito de forma tão suave. Jadis foi se levantando da cama ao mesmo tempo em que as mulheres recuavam, brancas como uma mortalha.


— Não foi culpa de ninguém. — Edmundo estava parado diante da natimorta, os olhos marejados de tristeza e desespero silencioso. Pedro se colocou à frente do corredor para que as mulheres pudessem escapar da fúria silenciosa que resplandecia no olhar de Jadis.


Ela se aproximou da filha e a cobriu com o cobertor.


— Não foi culpa de ninguém, você disse? — Encarou o rapaz com os olhos luzentes. — Acha que a vida dela é obra do acaso, assim como sua morte? Oh, não! Isso... — Sua voz foi se tornando traiçoeira, assim como seus movimentos. Ela era a personificação da fúria, e seu alvo era Edmundo. — Isso é culpa sua! Isso aconteceu porque você é fraco!


— Foi uma fatalidade! — Lúcia tentou argumentar, mas apenas a deixou ainda mais furiosa.


— Eu não sou humana e não posso ter filhos! Dependo da magia de um sangue forte para gerar uma vida, e está insinuando que eu sou a fraca?


— Não foi isso o que eu quis dizer... — Lúcia foi escudada por Pedro que se pôs na frente dela. Jadis se aproximou como uma aparição de vestido, mas Edmundo se colocou entre eles.


— A culpa foi minha! Eu não fui forte o bastante. É isso o que ela quis dizer! Então se quer descontar em alguém, desconte em mim!


— Tem razão... A culpa é toda sua. — Ela formou um pequeno bastão pontiagudo de gelo.


— Já chega disso! Brigar não vai resolver coisa alguma! — apelou Pedro, temendo que a bruxa atacasse seu irmão.


— Silêncio! — Ela avançou sobre Pedro, mas Edmundo segurou a lança. Contudo, ele foi arremessado de encontro à parede por uma força descomunal; congelado do braço até o ombro. Mesmo imune à magia, todo o corpo estava dolorido. Pedro sacou a espada.


— Não vou mais tolerar ver meu irmão sendo torturado por você. A criança era a única coisa que me impedia de atacar, mas agora já não preciso me segurar.


— E acha que consegue? Pois tente! — Ela avançou confiante. A lança se chocou com a lâmina da espada várias vezes, até que que o fio de metal encontrou o braço nu da feiticeira. O sangue se mostrou por um mero momento e então desapareceu, não restando nem um corte. O grito de Edmundo fez voltar a atenção do Grande Rei para o irmão com o braço ensanguentado e o olhar tão pasmo quanto o dele.


— O que você fez? — vociferou Pedro com a espada em riste. Jadis levou sua mão até a lâmina e deslizou sobre ela. Apesar da mancha vermelha na espada, a mão dela estava ilesa. Novamente Edmundo gemia segurando a mão gotejando sangue. — Ed!


Ela sorriu quando notou a lividez nos olhares deles.


— Feitiço de Transferência! — gritou Lúcia. — Pedro, pare de atacar! Todo o ferimento que aflige na Feiticeira vai para o Edmundo!


— Que esperta. — Jadis se aproximou ainda mais de Pedro, forçando-o a recuar. — Onde está seu ânimo para a luta, Rei Pedro?


— Sua maldita...


— Isso é por causa da sua magia que se transferiu pra mim? — perguntou Edmundo segurando o sangramento do braço.


— Ora, claro que não! Isso foi o Pacto de Sangue.


— Que pacto de Sangue? Eu não fiz nada disso!


— Se não sabe, pergunte ao seu querido irmão. — Ela se virou e pegou Aurora nos braços. — Agora que entenderam que não podem me ferir, saiam do meu caminho. — Lúcia e Pedro abriram passagem para que ela passasse com a criança.


Edmundo a viu ir embora com sua filha, mas não teve forças para ir atrás delas. A morte de Aurora fora mesmo sua culpa? E com o feitiço ligando sua vida à dela, como fariam para derrotá-la? Pedro se agachou ao lado do irmão.


— Não foi culpa sua, nada disso foi culpa sua. Vamos sair daqui...


— E ir pra onde? Fazer o que? — O desespero novamente se insinuava na sua voz entrecortada. — Não tem jeito de fazer nada! Ela me tem na mão dela! E esse Pacto... Você sabia e não me disse nada? Por quê?


— Eu não sabia desse feitiço, eu só... — Ele esperou a irmã dar o elixir para Edmundo, mas ele meneou a cabeça e se levantou.


— Não desperdice o Elixir comigo, Lúcia. — Saiu cabisbaixo do quarto.


— Edmundo! Volta aqui!


— Deixe-o sozinho, Lúcia. — Pedro se recostou na parede e bateu a parte posterior da cabeça na superfície de gelo algumas vezes.


— Se continuar fazendo isso você é quem irá precisar do Elixir, Pedro.


— Estou só... esfriando a cabeça. — Ele tentou sorrir.


— Que engraçadinho. — Ela deu de ombros, quase conseguindo achar graça daquilo. — O que a gente faz agora?


— Não sei, Lu... Não sei.


 **********


Jadis percorreu um longo caminho em meio a nevasca que a cercava. Subindo os montes de neve, acompanhada por três lobos como cortejo, ela parou no fundo de um vale. Ali ela colocou a criança no chão branco. Cobriu-a com gelo, moldando-o como a uma joia, e a fez afundar na neve. Ventava bastante naquela estranha escuridão, e apesar de não sentir frio, tremia de pesar e ódio. Uma única lágrima desceu pela sua face, mas se tornou um fragmento de gelo ao cair.


— Por quê!? — gritou aos ventos. — Por que não deu certo?


— Você sabe a resposta. — Ela se virou para a penumbra onde um grande leão dourado a mirava estático.



— Aslam! O que está fazendo nesse lugar? — Ela quase gaguejou, temendo que ele avançasse sobre ela. Os lobos arrepiaram a pelagem e mostraram os dentes, mas logo abaixaram a cabeça e recuaram. — Então veio me atacar? Pois se o fizer...


— Não vim lutar. Vim desejar minhas condolências pela sua perda.


— Condolências? Pois dê isso ao Pedro quando eu acabar com o irmãozinho dele!


— E isso irá diminuir a dor que está sentindo? Sei o que anseia, mas como de costume sua ambição nubla a sua compreensão da Magia Profunda.


— Sabe o que houve de errado? Então me diga! Fale e eu farei, o que quer que seja essa maldita regra que apenas você conhece! O feitiço não foi forte o suficiente?


— Não foi o feitiço o seu erro. Você não compreende que não pode ter amor verdadeiro, sem doar amor verdadeiro, essa é a Lei. Você maltrata seu consorte, por capricho e por vingança a mim, e ainda espera receber uma dádiva tão pura quanto uma vida?


— Eu não o devolverei, se é isso o que insinua! — bradou, irritada.


— E sendo assim, nunca receberá nada em troca. Você planta dor e sofrimento, portanto seus frutos serão amargos. Já se passaram séculos e ainda repete os mesmos erros. Até quando? Pensei que era uma criatura inteligente, como sempre se gaba, ainda assim cá estamos.


— Quer que eu seja boazinha? — redarguiu com escárnio. — Não serei manipulada por suas palavras zombeteiras. Saiba que se eu cair, Edmundo cairá junto comigo!


— Entretanto, eu estarei lá para ampará-lo. Quem estará lá por você se acabou de enterrar a sua única esperança? — Jadis olhou para o brilho do ataúde mágico afundado diante dela.



— O que eu devo fazer, então? — Ao erguer o rosto o leão havia desaparecido. — Ah! Odeio quando ele faz isso!


 ********



Enquanto isso, a nevasca castigava a floresta em volta do Palácio de Gelo. Lúcia parecia desolada, sentada na Sala de Jantar a observar a selvageria do vento ricocheteando a neve contra os vidros das janelas.


— Queria que a Susana estivesse aqui — disse ela com um suspiro.


— Queria que o Aslam estivesse aqui — respondeu Pedro, também sentado à mesa de mármore. — Eu realmente pensei que depois que a bebê nascesse, algo de bom poderia acontecer com a gente. Agora sei que fui ingênuo.


— Otimista, não ingênuo. Ela realmente poderia mudar se a Aurora tivesse sobrevivido...


— Aquela feiticeira nunca irá mudar, Lúcia. E agora ninguém pode tocá-la. Não sei como desfazer isso. — E olhou para a irmã.


— Nem eu também. Mas tem alguém que talvez... — O rosto da jovem se iluminou. — O Mago Coriakin pode saber!


— Então vamos precisar de um barco. Só que... Lúcia, eu não posso deixar o Ed à mercê da Jadis. Tenho medo de imaginar o que ela fará com ele se eu não estiver aqui.


— Então eu vou!


— Temos que esperar pelo Cáspian, não pode ir sozinha.


— Posso levar o Trumpkin. Ele é o general do Cáspian.


— Verdade. Vamos amanhã até o Forte.


— Pedro... Antes disso, não seria melhor ir conversar com o Ed? Ele deve estar péssimo. A filha acabou de morrer. E, por favor, tenta não brigar com ele.


— Eu não... — Ele também suspirou, sabendo que teria que ter muita paciência. — Eu não vou brigar, prometo.


— Está bem. Então até amanhã.


— Até. — Lúcia se retirou para o quarto enquanto Pedro foi atrás de seu irmão. Entrou nos aposentos dele e o encontrou amuado perto da cama. Ariel provavelmente havia tratado das feridas e estava de roupas trocadas. — Ed... Será que a gente pode conversar? Sem brigas.



Edmundo apenas olhou para o irmão sem nada dizer. Pedro já conhecia aquela expressão: era uma mistura de raiva, frustração e cansaço. Aproximou-se e se sentou ao seu lado. Aguardou por um tempo antes de começar a se explicar; queria achar as palavras certas. Ed bufou e esticou as pernas, impaciente.


— O que quer que seja que tem pra dizer, diga de uma vez! Está me deixando mais irritado do que já estou.


— Sinto muito por não ter te contado sobre o Pacto de Sangue. A Lúcia e o Cáspian queriam te contar... A gente só não conseguia achar um momento apropriado...


— Ah, e aquele foi o momento perfeito! — ironizou o caçula. — Como se já não bastasse esse ter sido o pior dia da minha vida, agora descubro que estou mais preso do que antes. E o que mais não me contou? Porque com certeza tem mais. Sempre tem!


— É, você tá certo. Eu queria poder te dar alguma boa notícia junto com as más notícias, mas foi acontecendo tantas coisas que não tive essa oportunidade. Eu sabia que havia um pacto entre vocês porque a Jadis me contou. Estávamos tentando achar um jeito de quebrar essa maldição; ainda estamos, aliás. Só que eu não sabia do Feitiço de Transferência, eu juro. E além disso, não falei sobre o anel que quebramos. Achei que era um item de dominação, mas estava enganado. Era um anel de proteção e, graças a mim, você está sem ele.


— Proteção? De quê?


— Da magia da Jadis. Aparentemente quanto mais usar esse poder, mais a índole perversa dela aumentará dentro de você. Temo que isso possa mesmo te dominar, Ed.


— Está dizendo que posso ficar maligno como ela? — Ele teve de rir disso. — Olha, eu sei que já fui um pouco do mal, mas pra chegar no nível dela eu precisaria de uns mil anos! Isso é ridículo...


— Claro que você pode sobrepujar esse sentimento, mas Ed, é um feitiço. Isso vai te pressionar mais cedo ou mais tarde, por isso vivo te pedindo para não o usar.


— Tá, mas deu pra perceber que as vezes não tenho escolha! Como eu iria matar aquele dragão e chamar ajuda sem essa magia?


— Eu entendo que não teve opção, ainda assim, só tente não usar muito. — Depois de uma pausa ele continuou. — A Lúcia vai até o Coriakin para tentar descobrir um jeito de quebrar a maldição.


— Ele não saberia como fazer isso. — A voz de Jadis retumbou pelo aposento, e fez Pedro e Edmundo saltarem de susto. — Acham mesmo que esse conhecimento existe em livros empoeirados? Essa magia foi criada antes mesmo de existirem pessoas que soubessem escrever. É uma ideia tola. Contudo, estou disposta a desfazer a maldição.


— A troco de quê? — Pedro deu um passo adiante com o olhar feroz. — Quer o meu sangue agora?


— Pedro, Pedro querido... Eu já escolhi o meu Rei, e não é você.


— Quer mais sangue do Edmundo? Só por cima do meu cadáver!


— Sabe que isso pode ser arranjado, não sabe?


— Por que quer mais sangue? — A voz de Lúcia se vez ouvir atrás deles. Jadis se virou para a garota.


— Eu não disse isso, o seu irmão disse. Eu já sei o que deu errado com a minha gravidez. Não foi fraqueza, nem um feitiço mal executado. Preciso de algo que não possuo, portanto tenho que aprender a tê-lo...


— Amor?


Jadis a encarou como se visse o próprio leão por debaixo daquelas bochechas rosadas.


— Como sabia disso?


— Ora, só me pareceu a coisa certa a dizer.


— E poderia me ensinar?


Aquela pergunta soou tão descabida que Lúcia teve dúvidas se conseguiria fazê-la entender. Bem, mesmo que não conseguisse, não custaria tentar, afinal estavam sem opções.


— Talvez... — respondeu sinceramente. — Posso explicar, mas você é quem terá que criar isso dentro de você. Existem regras, mas acho que com o tempo é possível.


— Façamos um acordo, eu e você, Rainha Lúcia. Eu retiro a maldição do seu irmão e você me ensina. Que tal?


— Jura que vai desfazer o Feitiço de Transferência?


— Vou, mas só depois de ver resultados. Entenda, querida, não sou tão burra a ponto de entregar a única proteção que tenho.


— Retire agora — pediu Pedro. — Damos a nossa palavra que ninguém a atacará.


— Como se a sua palavra tivesse algum significado para mim.


Edmundo se adiantou.


— E que tal a minha?


— Rei Edmundo, o Justo, sabe que se quebrar a sua palavra condenará a sua alma ao tormento de estar sob o meu jugo.


— Nada além do normal pra mim. Só não quero que envolva meus irmãos caso aconteça alguma contenda.


— Bem, nesse caso... — Ela se aproximou dele e ergueu sua mão. Tocou no plexo dele e puxou vários fios luminescentes que se esticaram para fora. Num rápido golpe com a outra mão ela os cortou. Edmundo caiu no chão atordoado. — Está feito.


— Ed, tudo bem? — Pedro foi até ele.


— Está... Só que doi muito... Acho que vou desmaiar... — Ele se deitou na cama de peles com a ajuda do irmão.


— Ele ficará bem? — Lúcia perguntou.


— Em um ou dois dias. Agora me acompanhe, tenho pressa em saber essas tais regras.


— Bem, o primeiro passo você já deu. — Ela sorriu.


 


Fim do Capítulo 14



Compartilhe este capítulo:

Autor(a): callyzah

Esta é a unica Fanfic escrita por este autor(a).




Loading...

Autor(a) ainda não publicou o próximo capítulo



Comentários do Capítulo:

Comentários da Fanfic 0



Para comentar, você deve estar logado no site.


ATENÇÃO

O ERRO DE NÃO ENVIAR EMAIL NA CONFIRMAÇÃO DO CADASTRO FOI SOLUCIONADO. QUEM NÃO RECEBEU O EMAIL, BASTA SOLICITAR NOVA SENHA NA ÁREA DE LOGIN.


- Links Patrocinados -

Nossas redes sociais