Fanfic: Nárnia - O Rei Feiticeiro [+16] | Tema: Nárnia
Edmundo estava na Sala de Reuniões, de pé, olhando os antigos mapas espalhados na mesa de mármore. Inquieto, mudava os pergaminhos de lugar, fazia anotações e revirava os mapas.
— Isso não está certo.
— O que não está certo? — Jadis entrou na sala vestindo um vestido simples, bordado em prata. Os cabelos estavam presos em um coque arredondado, deixando cair algumas madeixas pelos ombros.
— Esses mapas são antigos e estão diferentes uns dos outros. Preciso de um mais atual.
— Deve encontrá-los na cidade — disse ela examinando-os.
— De onde esses vieram? Temos uma biblioteca? Sabe, com pergaminhos e livros.
— Tudo desse castelo veio do outro em ruínas.
— Eu poderia trazer alguns livros sobre essa região: ervas, animais, feras. Não tenho muito conhecimento sobre esse território.
— Talvez encontrasse alguns desse tipo, mas sabe o que encontraria com certeza? A Styr. — Ela se aproximou com os olhos penetrantes, forçando Edmundo recuar alguns passos e cair sentado na cadeira. — Livros de feitiços, de maldições. É por isso que quer ir até lá?
— Quanto mais, melhor. Além disso, vou levar o Snow comigo.
— Snow?
— É um lobo branco gigantesco que encontrei na floresta, só que desde então ele tem me seguido.
— De olhos azuis? Não quer dizer o Senhor dos Lobos Brancos, Féarigan?
— Ah, esse é o nome dele? Snow até parece idiota agora...
— Ele o obedece? — Ela parecia intrigada.
— Claro, até me deixa montá-lo.
— Que inusitado...
— Por quê?
— Não é nada. De qualquer jeito, não se aproxime do Castelo do Abismo, trarei os livros que precisa mais tarde.
— Então vou até a cidade ver se encontro os mapas.
Jadis apenas lhe jogou um olhar desconfiado e saiu da sala.
Edmundo correu até o pátio procurando pelo lobo, mas ele não estava ali. Pegou um cavalo e partiu apressado para o Forte de Tír-Kalleb.
Chegando lá, se encontrou com Lúcia e Pedro.
— Sei onde fica a biblioteca, mas temos que ir rápido porque a Jadis irá para lá até antes do fim do dia. Creio que ela suspeita que eu vá antes, procurar por livros de magia.
— Será que ela intenta destruir os livros? — questionou Lúcia.
— Eu não duvidaria.
— E onde fica? — perguntou Pedro.
— No Castelo do Abismo, aquele de que falamos ontem.
Trumpkin estava ao lado com um olhar desaprovador, balançando a cabeça em negativa.
— Estão procurando sarna pra se coçar. Eu é que não piso naquele lugar. É amaldiçoado e cheio de monstros! Ninguém é tolo o bastante de se aventurar por ali, já que está cheio de artefatos da Feiticeira.
— Trumpkin — inquiriu Pedro —, já esteve lá?
— Não e nem quero! Só ouvi de outros anões o que estou contando.
— Então teremos que procurar antes dela, vamos! — disse Edmundo já se dirigindo para o pátio junto aos seus irmãos.
— Mas ninguém está ouvindo o que estou dizendo? Aah! Essa Realeza Narniana...
— Ah! E Trumpkin, pode me arranjar uns mapas dessa região?
— Isso eu posso fazer! E tenham cuidado! Vão se meter em encrenca, isso sim... — reclamou o anão para si mesmo.
*****
Cavalgaram por muitas horas pela estrada nordeste, indo para dentro do bosque, escuro e opressivo. As árvores iam pouco a pouco assumindo uma aparência grotesca, desfolhadas e tortuosas, com as cascas escuras e quebradiças.
— Não gosto desse lugar — falou Lúcia se encolhendo dentro de sua manta felpuda. — Ed, e o Snow? Não era pra ele estar com você? Afinal, a mulher serpente pode tentar nos atacar...
— Ela que tente! — disse Pedro segurando o pomo da espada de Aslam, pendurado em seu cinturão. — Será uma fera a menos nesse mundo.
— Não a subestime, Pedro — alertou Edmundo. — Além de ser forte, ela consegue usar magia. Como os Narnianos Sombrios devem me obedecer, estaremos seguros contanto que não cruzemos com ela.
— Então vamos torcer para que o temor dela à Feiticeira seja maior que o ódio dela por você.
Algumas horas depois, se aproximaram dos portões do castelo semidestruído. Uma criatura parecendo um gárgula, esguio e cinzento, estava empoleirado sobre as pedras quebradas do portal de entrada. Ele abriu as esguias asas, flutuou até o pátio e se curvou somente para Edmundo.
— Majestade! O que o traz até essas ruínas? Sabe que não é seguro...
— Leve-me até a biblioteca. Preciso levar alguns livros e a Feiticeira Branca está esperando, então é melhor se apressar.
— Oh, sim, meu senhor! Por aqui! A biblioteca está no andar de baixo, mas está um pouco... desorganizada!
Desmontaram atentos aos arredores, principalmente Edmundo, que parecia visivelmente tenso por estar ali. Desceram a escadaria do saguão até chegarem em um deslumbrante salão de pedra, onde estantes de madeira embutidas ainda sustentavam alguns volumes de couro, pergaminhos e mapas. A luminosidade do dia passava pelos vitrais e paredes quebrados, mostrando a decadência do lugar: tudo estava empoeirado, sujo e jogado ao chão.
— Isso é maior do que pensei. — Edmundo mandou o gárgula esperar lá fora. Os Pevensie começaram a revirar toda aquela bagunça, procurando nas prateleiras e entre os montes empilhados no chão algum livro ou grimório de feitiços.
— Esse lugar é muito grande — reclamou Lúcia. — Vai levar uma eternidade... Ah, achei! É um volume só sobre joias mágicas! Ed, como é o seu anel?
O rapaz estava sentado sobre uma escada de madeira, folheando um grosso encadernado de folhas meio soltas. Respondeu sem prestar muita atenção.
— Ahm... É uma aliança de prata, triangular com um brilhante no centro.
Lúcia começou a procurar por aquela imagem, sentada sobre um banquinho de pedra, enquanto Pedro se aproximou de Edmundo, que mal notou sua presença.
— O que está lendo?
— É um grimório de magia. Acho que são os feitiços da Feiticeira; já reconheci alguns deles... Tenho que levar este comigo.
— Edmundo, nós viemos aqui pra encontrar uma forma de tirar o seu anel. Sem ele você não terá mais os poderes dela.
— Você tá certo... — Ele parecia decepcionado. — Mesmo assim, não deixa de ser uma vantagem conhecer os feitiços que ela poderia usar contra a gente — falou retomando seu desejo de levá-lo. Pedro já ia discordar quando Lúcia chamou a atenção deles.
— Achei! — E virou o livro aberto para eles. — É esse aqui, Edmundo?
— É esse mesmo! — falou Edmundo; Pedro se apressou em ir até lá para ver.
— O que diz aí, Lu? — perguntou ele.
— Bem...
Nesse momento, um grito ecoou pelo salão; a ponta de uma lâmina havia trespassado o peito de Edmundo. Ele cuspiu sangue e deixou o livro cair de suas mãos, ajoelhando-se com o ferimento mortal. Atrás dele, a mulher serpente se ergueu saindo das pilhas amontoadas de livros e mesas partidas, e recuou a espada.
— Ed! — Pedro desembainhou a espada e correu para acudir o irmão, enquanto Lúcia retrocedeu, com as mãos na boca, tentando não se apavorar; afinal tinha o Elixir de Cura em sua cinta. A Styr, contudo, agarrou o cabelo do garoto e pousou a espada ensanguentada na garganta dele. Pedro ficou paralisado. — Não faça isso! Está indo contra a ordem da Rainha Jadis!
— Minha Rainha enlouqueceu ao manter esse pequeno bastardo ao lado dela! Será um ato de devoção se eu a livrar desse traidor!
Pedro não tinha certeza se deveria avançar. O Elixir poderia regenerar qualquer ferimento, mas não traria seu irmão de volta à vida. Ainda assim, tinha plena convicção de que ela estava prestes a matar Edmundo.
Com uma voz estrondeante, Jadis entrou no salão seguida por um enorme lobo branco com tufos acinzentados nas orelhas.
— Como ousa... — bradou ela ameaçadoramente — tentar tomar o que é meu?! — Ela andou alguns passos, se aproximando de Styr.
— Minha Rainha... — Ela parecia acuada. — Eles estavam chafurdando em conhecimentos proibidos, apenas para alçá-los contra a senhora!
— Solte-o! Não pedirei uma segunda vez.
Como a serpente hesitou, lutando contra o desejo de decepar a cabeça do garoto, Jadis deu um passo adiante, jogando seus braços para a frente, formando uma súbita onda de frio brilhante, que atingiu Styr, antes que ela pudesse terminar o feito.
O corpo dela se enregelou, imobilizado por uma grossa camada de gelo; apenas a ponta de sua cauda estava livre do feitiço, se debatendo freneticamente contra o piso.
A Feiticeira Branca caminhou, formando em sua mão uma longa lança de gelo reluzente, e parou em frente à dela. Golpeou o braço da espada que prendia Edmundo e depois o outro que o segurava pelo cabelo. O rapaz foi puxado dali por Pedro, e levado até onde estava Lúcia.
Apesar do silêncio, a expressão de Styr era de pura agonia. Finalmente, Jadis rodopiou a lança e partiu o corpo da mulher ao meio. O pedaço do tronco se estilhaçou ao bater violentamente no chão. A ponta da cauda parou de se agitar, tornando-se tão estática quanto o restante do corpo congelado.
A Feiticeira virou-se e viu Lúcia pingando o Elixir na boca de Edmundo. Ele engoliu, meio engasgado, mas voltou a respirar normalmente. Viram que ela os observava, com o pomo da lança repousado no chão.
— Eu disse para não vir ao castelo. — Ela notou o livro que a garota havia achado, jogado no chão e fincou a lança no meio dele. O volume se congelou, trincou e quebrou em pedacinhos. — Agora saiam daqui!
— Deixe pelo menos o Elixir fazer efeito! — bradou Pedro.
Nesse momento, Jadis pareceu ficar zonza e cambaleou para o lado, apoiando-se em sua lança. Lúcia correu até ela, sem pensar duas vezes.
— O que foi? Está ferida?
— Não seja estúpida, é claro que não! Foi apenas uma tontura...
— Não deveria lutar nessas condições, pode prejudicar o bebê!
— Prejudicar? Por que diz isso?
— É muito esforço para o corpo gerar uma criança, por isso as mulheres grávidas devem ficar de repouso e evitar qualquer estresse.
— Como sabe dessas coisas?
Lúcia sorriu.
— Eu sempre ouvia minha mãe dar conselhos para outras mulheres. Sei de muitas coisas!
— Entendi. Não devo me exaurir, é o que está dizendo. Nesse caso, Gorath, queime todo esse lugar! Não quero que sobre nem uma única folha, entendeu?
— Sim, minha Rainha! — respondeu o gárgula que assistia a tudo do alto da estante de pedra.
— Não pode! — disse Lúcia alarmada.
— É melhor sair daqui com seus irmãos, minha querida, ou terá de usar mais desse precioso Elixir. — Jadis caminhou até o lobo e o montou, saindo pelo grande corredor de escadarias. Pedro carregou Edmundo para fora do castelo, e Lúcia os acompanhou, vendo todos os seus esforços virarem cinzas atrás de si.
Sem a Feiticeira por perto, Pedro e Edmundo se sentaram em um degrau de pedra no pátio, onde estavam os cavalos, para respirar por um momento. A garota se aproximou emburrada.
— Ela não precisava destruir tudo.
— Ela não destruiu. — Edmundo segurava contra o peito o volume de magia. Ele o colocou no chão, como uma pedra de gelo, pois havia sido também atingido pelo sopro congelante. — Vou levar pelo menos esse.
— Mas está congelado! E como você não está, se também foi atingido naquela hora?
— Acho que ela tem boa pontaria. — Edmundo pousou a mão sobre o gelo e em alguns momentos, a fina camada translúcida derreteu, desaparecendo sem nem mesmo encharcá-lo.
— Como conseguiu fazer isso? — Lúcia estava admirada.
— Não é difícil quando se entende o básico. É só usar a sua vontade e a magia flui naturalmente, pelo menos para coisas simples como essa.
Pedro trouxe os cavalos e olhou para o livro intacto nas mãos do irmão.
— Pena que o livro das joias se despedaçou.
— Bom — falou Lúcia, tirando umas folhas do corselete —, não todo ele.
— Quando você...? — Pedro pegou os pergaminhos. — Você é incrível, Lu!
— Falem baixo! — alertou, Edmundo — E vamos sair daqui antes que o gárgula perceba.
Saíram do castelo à galope, deixando para trás o castelo agora em chamas, soltando torvelinhos de fumaça para a escuridão da noite que se assomava sobre eles.
*****
Já era bem tarde quando chegaram na cidadela. Cáspian os aguardava, com grande preocupação, pois Trumpkin já havia contado mais histórias do que realmente conhecia sobre o Castelo do Abismo. Viram as roupas de Edmundo encharcadas de sangue e Cáspian se desesperou.
— Minha nossa, o que é isso?
— Ah, isso? — mostrou Edmundo, dando de ombros. — Ferimento de espada, mas a Lúcia já me curou.
— Não sei se vou me acostumar a isso.
— Nem eu — replicou o anão.
Sentaram-se todos à mesa redonda do saguão reservado do Forte, e passaram as folhas de uma mão à outra, até que pararam nas de Edmundo, cujo sorriso se desfez suavemente.
— Mas isso está uma confusão! E que escrita é essa, rabiscada sobre as anotações? Nunca vi isso antes!
— Muito menos eu! — falou Cáspian.
Trumpkin suspirou e esticou a mão. Passaram os papéis e ele os observou atentamente.
— Hm... É como um anagrama, feito pra confundir os bisbilhoteiros.
— Sim, mas consegue ler? — perguntou Pedro.
— Sem problemas. Aqui diz que se chama Coração de Diamante... Blá, blá, blá... chato... sem importância...
— Não tem importância pra você! — protestou Edmundo. — Dá pra você apenas ler em voz alta? Por favor?
— Bem, diz que é feito de prata e diamante, usado para rituais e cerimônias... É do Reino das Sílfides, coroado pelas estrelas e... Aqui está rabiscado de verdade!
— O que a Jadis estaria fazendo com um anel das Sílfides? — questionou Lúcia.
— Foi roubado, provavelmente — respondeu Pedro.
O anão continuou listando o que conseguiu traduzir.
— Possui a magia protetiva para se manter longe dos olhos gananciosos, e afixado ao seu portador para que nenhuma magia o atraia. Também diz que não pode ser quebrado, exceto por uma lâmina sagrada, que deverá riscar o diamante.
— Pelo menos — falou Pedro — já sabemos como quebrá-lo.
— Mas o que ele faz exatamente? — perguntou Edmundo.
O anão pegou a outra folha, gastou alguns momentos lendo, e arqueou as sobrancelhas.
— Mas que diabos é isso? “Impõe o coração da alma contra as mudanças da mente, impelindo o portador a manifestar seu estado primordial.”
— O que isso quer dizer? — Cáspian estava confuso.
— Eu disse que sabia ler, não falei nada sobre interpretar.
Pedro coçou os olhos e recostou na cadeira.
— Não importa o que signifique. Se estava com a Feiticeira, a magia dele provavelmente foi alterada. É melhor tirar do que ficar na dúvida.
— Tem certeza? — Lúcia parecia indecisa sobre alguma coisa. — É que pareceu ser a descrição de um anel de proteção, não de dominação.
— Isso antes da Jadis pôr as mãos nele. Ed, ponha a mão na mesa. — E tirou a espada larga.
— Nem brincando! Você vai é cortar meu dedo fora! Se for pra usar uma lâmina sagrada, use a da Lúcia.
— Desculpa, Ed, eu não trouxe o punhal... — A garota encolheu os ombros.
— Por que não?
— Ninguém sabia onde o Cáspian tinha guardado. Só consegui reaver o Elixir.
— Ah! — Lembrou-se o Rei Telmarino. — Deixei na gaveta da cristaleira de adagas! Ia polir a lâmina e acabei por esquecê-la lá.
— Já que não há outra... — Pedro sorriu vendo como Edmundo estava receoso de ter a mão decepada. — Cáspian, uma mãozinha, por favor.
— Claro! — E se ergueu para segurar a mão e o braço do rapaz. — Edmundo, não se mexa!
— Precisa mesmo segurar meu braço? Não vou me mexer! — Contudo, quando Pedro aproximou a espada da mesa, Edmundo instintivamente fechou a mão e tentou recuá-la. Todos olharam para ele. — Foi involuntário.
— Eu não vou golpear — esclareceu Pedro —, só preciso fazer um corte.
— Sou um espadachim há muito tempo, ter uma lâmina prestes a cortar meu dedo me fez recuar por instinto. — Novamente, Pedro posicionou a lâmina, e o irmão caçula se remexeu sobre a mesa.
— Ed, não se mexa! Ou vou mesmo cortar seu dedo fora.
Trumpkin ficou de pé na cadeira e segurou o outro braço do garoto, pondo seu peso sobre ele.
— Ei! — Edmundo começou a ficar agitado, e perceberam não se tratar de uma reação normal. — Isso também é exagero! Não precisam me segurar desse jeito!
— Ed, fica parado! — falou Pedro, impaciente.
— Edmundo, se acalma! — Cáspian era mais pesado e mais forte que ele, mesmo assim, estava precisando se esforçar para mantê-lo imóvel.
No meio do falatório, Pedro raspou o fio da lâmina sobre o dedo dele e uma fagulha estalou sobre a joia. Todos se afastaram, exceto Edmundo, que ficou parado, com a mão trêmula e a respiração ofegante. Sentiu quando uma parte da energia saiu de seu corpo, e por isso se sentiu zonzo e um pouco fraco. Levou as mãos na cabeça.
— A magia se foi... — falou levemente frustrado.
Olharam a peça de prata, partida, e agora visível no meio da mesa. Lúcia pegou uma das partes.
— Não dá pra sentir mais nenhuma magia no anel. Você está livre do feitiço dela! — Mas não parecia que ele estava feliz com o feito. — Ed, o que foi?
— Não sei, estou meio nervoso ainda... Acho melhor eu me deitar um pouco, não estou me sentindo bem.
— Efeito da magia do anel? — Cáspian comentou com o anão.
— Não diz nada aqui sobre isso — respondeu olhando as folhas.
Pedro levou Edmundo até o quarto e o ajudou a se despir.
— Ed, posso chamar o curandeiro, se quiser. — Pedro pousou a mão na fronte do irmão. — Parece que está com febre.
— Não, sem curandeiros! — E tirou a mão dele, impaciente. — É só me deixar dormir, de manhã já estarei melhor. — E caiu no sono logo depois de falar.
Pedro se sentou na cama e ficou pensativo, tendo um pressentimento estranho a incomodá-lo.
— Será que a Lúcia estava certa e eu não? — Continuou em pensamento. “Não pode ser! Aquela bruxa nunca faria nada pra ajudar o Ed. Mas ela o protegeu da Styr... Interesse! Ela só quer o Edmundo como um meio para as ambições desvairadas dela.”
Fim do Capítulo 9
Autor(a): callyzah
Esta é a unica Fanfic escrita por este autor(a).
Prévia do próximo capítulo
Naquela noite, Edmundo teve febre e um sono agitado, povoado de guerras e batalhas das quais não havia participado; pareciam ser memórias de uma outra pessoa. Acordou sobressaltado e ofegante, ainda que fraco demais para sair da cama. Um médico o havia examinado, mas como não havia ferimentos, lhe receitou chás medicinais para a suposta gri ...
Capítulo Anterior | Próximo Capítulo