Fanfics Brasil - 39 - Uma nova chance Meu irmão é um idol

Fanfic: Meu irmão é um idol | Tema: Exo, BTS, KPOP, Dorama, kdrama


Capítulo: 39 - Uma nova chance

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CHANYEOL


Foi a madrugada mais longa de toda minha vida. Prestei depoimento pelo menos três vezes enquanto a Polícia estava mobilizada em encontrar a mulher que levou Nae Ra do Aeroporto. A mídia não falava de outra coisa.


-Não pode ser um sequestro por dinheiro, não seriam burros de escolher alguém com tanta visibilidade como minha irmã. Existem muitos ricos menos conhecidos. - Namjoon disse sentado na outra cadeira.


-Eu também trabalho nessa hipótese. - O delegado concordou.


A porta bateu.


-Recebemos uma denúncia. - Um policial entrou na sala.


-Recebemos milhares de denúncias a noite inteira.


-Olhe. - Ele estendeu o celular e a mulher da foto era realmente parecida com a suspeita.


-Quem é ela?


-Soo Young Na, o anônimo que a denunciou conhece ela de fóruns online. Ele disse que ela sofre de esquizofrenia e é obcecada pelo EXO, e que mencionou algo sobre recuperar seu lugar na vida de Chanyeol.


-Eu nunca vi essa mulher em toda a minha vida. - Falei enquanto olhava a foto.


-Sasaeng. - Namjoon arregalou os olhos.


-Vamos atrás dela agora mesmo. Puxe o endereço dela no sistema! - O delegado se levantou pegando as chaves do carro e nós o seguimos logo atrás.


-Aguente, querida. Estamos chegando. - Falei enquanto Namjoon dirigia freneticamente para acompanhar o carro da polícia. 


 


NAE RA


Acordei após o cochilo mais desconfortável que se poderia ter, estava escuro, o que denunciava que ainda era madrugada. Os minutos estavam durando uma eternidade.


A porta se abriu.


-Foi uma decisão tão difícil...


Ela veio andando lentamente em minha direção.


-Por favor, me solte.


Ela abriu uma gaveta e dela tirou uma faca nada discreta.


-Tudo o que vou fazer é tirar sua tripas com isso. - Ela riu - Ou será que devo tirar seu bebê primeiro?


-Por que? Por que faz isso?


-Eu jurei acabar com você assim que vi Chanyeol abandonar a carreira em rede nacional por sua causa.


-Mas ele não deixou! A agência voltou atrás!


-Mas por culpa de quem? Tudo porque você não sabe manter essas suas pernas fechadas. Esse filho é a primeira coisa que eu quero destruir, depois você.


-Como pode ser tão maldosa?


-É por amor, é por amor que faço isso pelo Chanyeol.


-Isso nunca foi amor. - A olhei com nojo.


Ela se aproximou ainda mais, e houve um estrondo no andar de cima.


-O que foi isso? - Ela olhou para o teto e o assoalho tremeu com tanta correria. A casa havia sido invadida.


Ela no mesmo instante foi para trás de mim, colocou a faca em meu pescoço e ficou olhando para a porta que foi arrombada em um chute segundos depois.


-Mais um passo e ela já era! - A faca encostou com mais força e eu pude sentir um pequeno corte.


Haviam muitas pessoas ali, mas pude encontrar os rostos apavorados de Namjoon e Chanyeol. As duas pessoas que eu mais amava nesse mundo.


-Solta ela. - Chanyeol falou estendendo a mão lentamente.


-É por você querido, é por nós. - Ela tremia.


-Por favor, deixe ela ir.


-Não! Você não pode ficar com ela! - Suas mãos agarraram meus cabelos e meu rosto foi erguido com força.


-Solte minha irmã ou eu mato você!!! - Namjoon parecia mil vezes mais furioso.


-Calma, assim você não vai ajudar. - Um policial o puxou para trás.


-Vamos negociar. - Chanyeol parecia mais calmo do que realmente deveria estar por dentro.


-Não há o que negociar, eu não quero dinheiro, eu quero você.


-Então eu serei seu. Eu deixo ela e fico com você.


-Mentira! Isso é mentira! - A faca se afundou um pouco mais e eu pude sentir um pouco de sangue escorrendo em meu pescoço.


-Olha, eu só quero ela viva. E pra isso eu faço qualquer coisa. Quer que eu me divorcie? Eu faço isso. 


 -Você promete?


-Prometo.


Ela relaxou os braços em volta de mim e por um instante senti alívio.


-Mas eu preciso ter uma garantia de que nada vai nos atrapalhar.


Eu senti uma dor aguda, extremamente forte em meu abdomem, e ao mesmo tempo o disparo de um tiro fez com que eu sentisse meu corpo completamente livre de suas mãos, e ela se estatelou no chão, enchendo meus pés de seu sangue. Minha visão começou a escurecer enquanto sentia meu corpo sendo desamarrado da cadeira as pressas e Chanyeol gritava para que eu ficasse ali com ele. Eu me lembro de ver seu rosto se desmanchando em lágrimas enquanto segurava o meu, eu me lembro do seu pedido antes que tudo apagasse de uma vez.


 


 


 


Estava frio, muito frio. Ainda de olhos fechados, me veio como um turbilhão de memórias o que aconteceu.


-Chanyeol!!! - Gritei tentando me levantar. Mãos me seguraram e deitaram novamente meu corpo.


-Não se mexa, você fez uma cirurgia. - Ele me olhava carinhosamente e eu estava feliz em ver que não havia morrido. Mas minha felicidade durou segundos e eu levei minhas mãos para a barriga.


-Meu bebê, meu bebê...- Comecei a chorar.


-Shiuuuu, se acalme. - Ele estava sereno. - Nosso bebê está bem seguro aí dentro.


-Como isso é possível? Mas...mas eu levei uma facada na barriga...


-Seu útero ainda está pequeno pelo tempo de gestação, ela passou longe tanto dele, como de qualquer outro orgão vital. 


Chorei ainda mais.


-Deus me perdoe por ter cogitado tirá-lo. Só de pensar por um instante que o perdi eu senti meu peito rasgando.


Ele me abraçou e senti suas lágrimas molharem meu ombro.


-Ontem foi o pior dia da minha vida. Quando te segurei toda ensanguentada eu tive tanto, tanto medo de te perder. Nunca mais vou sair de perto de você.


A porta se abriu.


-Nae Ra! - Namjoon quase gritou de entusiasmo e se juntou ao nosso abraço que virou triplo.


-Eu to tão feliz de ter a chance de viver mais tempo com vocês.


-E eu estou aliviado, verdadeiramente aliviado por isso.


-Ela estava prestes a me matar. Vocês chegaram na hora certa.


-Tudo graças a uma denúncia anônima. Senão, nem quero pensar no que poderia ter acontecido.


-Foi tão rápido. Nossa polícia foi muito eficiente. E graças a mídia também, pois assim a pessoa que a conhecia logo associou o crime de sequestro àquela maluca. 


-Chanyeol, desde que te conheci só me meto em problemas. - Tentei me ajeitar na maca, mas senti uma grande dor e gemi.


-Me perdoe por isso. - Ele me segurou.


-Chanyeol...desde que te conheci, me tornei muito mais feliz do que sequer imaginei ser um dia.


Ele sorriu.


-Sinto que estou de vela aqui. - Namjoon se levantou. -Bem, agora que vi como você está ótima, apesar desse rosto pálido, vou para casa. Agora você tem um marido para cuidar de você.


Puxei sua mão.


-Obrigada. Eu te amo.


-Tsc, eu também te amo. 


Ele saiu e ficamos somente eu e Chanyeol mais uma vez.


-Mas...o que aconteceu com a sequestradora?


-Ela morreu. O delegado deu um tiro certeiro em sua cabeça para poder te salvar.


-Isso me deixa triste.


-Apesar de tudo o que sofreu, ainda consegue ter compaixão? Você é inacreditável.


-Isso foi uma consequência da escolha dela. De qualquer forma, me sinto mal com isso.


 


-Com licença... - A porta se abriu novamente, e eu até pensei que oppa tinha esquecido algo, mas eram dois policiais. - Precisamos colher seu depoimento.


Chanyeol se sentou ao meu lado e segurou minha mão, assim me senti mais segura em compartilhar tudo o que aconteceu desde o aeroporto até a chegada do resgate. Sentia um leve tremor em seu toque, principalmente quando eu relatava as frases ameaçadoras que aquele mulher me disse. 


 -Obrigado, Park Nae Ra. Em breve concluiremos o inquerito e informaremos seu advogado.


Assenti e eles saíram.


Uma lágrima desceu dos olhos de Chanyeol.


-Querido?


-Me dói só pensar todo o horror que você passou. A culpa foi minha, eu devia ter levado você comigo.


Limpei sua lágrima com a mão que não tinha acesso ao soro.


-Eu estou viva, e bem. Ela não pode me machucar agora.


-Ainda assim, por pouco quase te perdi.


-Ninguém vai destruir nossa família.


-Você só sai de casa agora com uma equipe de segurança.


-Não acha exagero?


Ele acariciou minha bochecha.


-Só estou protegendo meu bem mais precioso. 


 


UMA SEMANA DEPOIS


 


-Finalmente em casa. - Falei assim que ele estacionou em frente à calçada. 


-Espera. - Ele deu a volta no carro e abriu minha porta.


-Não precisa me carregar, eu estou ótima.


-É nossa primeira vez juntos aqui após a lua de mel.


-Tem razão. 


Seus braços me seguraram com firmeza e eu abri a porta da sala já que suas mãos estavam ocupadas me sustentando.


-Lar-doce-lar. - Agora o olhei e ele me deu um selinho.


-Lar-doce-lar. - Chanyeol sussurrou sem tirar os lábios completamente dos meus e subiu as escadas. 


-Antes de deitar, quero um banho. Preciso me livrar de toda energia daquele hospital.


 


-Seu desejo é uma ordem.


Chanyeol tirou a camisa e foi encher a banheira. Observei quieta, mas minha vontade era agarrar ele ali mesmo. 


-A que ponto cheguei? Mal estou curada...aish. - Falei para mim mesma.


-Vem, vou te ajudar a tirar a roupa.


-Eu tomo sozinha, não se preocupe.


-Fique quieta e me deixe cuidar da minha esposa.


-Recém quase assassinada para dar ênfase.


-Uma verdadeira sobrevivente. Mas me deixe tirar sua blusa.


-Tire tudo o que quiser, querido.


-Não me provoque, o médico pediu um mês de repouso.


Ri e ele me ajudou a desabotoar o sutiã. Me olhei no espelho e claramente havia perdido peso.


-Essa cicatriz, vou carregá-la para sempre.


-A cicatriz que mostra o quanto você é forte. - Ele me puxou para a banheira e me ajudou a sentar. - Você é muito forte, Park Nae Ra.


-Mas nem consigo esfregar minhas próprias costas.


Ele prendeu meu cabelo em um coque desengonçado e passou o sabonete em meus ombros.


-É pra isso que tem um marido.


-Eu sempre serei grata em ter você na minha vida.


-Eu sempre serei grato por ter conhecido essa garota descabelada que engasga com cereal.


-Você não esquece isso nunca?


-Não esqueci nem o porta retrato que você espatifou no aniversário do Kai.


Fechei os olhos e respirei fundo.


-Eu te dei um filho e você está reclamando de um porta retrato?


-Acho que teremos que comprar um novo, bem grande. Podemos colocar na sala e usar com uma foto em família.


-Eu gosto da sua ideia.


-Fique aqui para relaxar um pouco, vou fazer seu jantar.


-Pelo amor de Deus, eu não aguento mais sopa ou mingau. Me dê pizza.


Ele pensou em discutir, mas respirou fundo e saiu dizendo que ia ligar para pedir.


-Seu pai é realmente bom. - Falei enquanto acariciava a barriga. 


A experiência de quase perder meu bebê me trouxe um choque de realidade na qual eu valorizei sua frágil vida. Eu não conseguia mais visualizar a Nae Ra de antes. Isso, nós, é tudo o que tenho e sou agora. 


 



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Autor(a): gabipadawan02

Esta é a unica Fanfic escrita por este autor(a).




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Comentários do Capítulo:

Comentários da Fanfic 1



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  • bibiseung Postado em 15/10/2024 - 20:45:51

    Continuaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa


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