Fanfic: Despedida Oculta | Tema: Casamento por conveniência, Divorcio, Enganos, Informação oculta, história original, Sebastian Sallo
❉⊱•═•⊰❉⊱•═•⊰❉⊱•═•⊰❉
Os dias se passaram depois da sua partida, Sebastian, no escritório da empresa, mergulhava-se em reuniões intermináveis e análises de contratos. O tempo parecia correr de forma diferente ali dentro, as horas escoando como areia numa ampulheta. Ele mantinha o foco, ou pelo menos tentava, mas sua mente insistia em vagar para Lívia e para aquela última conversa.
Na sala de reuniões, a equipa estava em discussão sobre uma fusão iminente. Imelda, eficiente como sempre, estava em pé, apresentando gráficos e relatórios.
- Como pode ver, esta aliança trará benefícios financeiros e estratégicos significativos para ambas as partes. *Disse ela, com um sorriso impecável.* - Mas precisamos tomar uma decisão até o final do mês para garantir que tudo esteja alinhado.
Sebastian apenas assentiu, indicando que compreendia. Ele estava mais calado do que o habitual, mas ninguém ousava comentar, exceto Imelda, que parecia mais à vontade do que nunca.
- Senhor Sallow, alguma observação sobre isso? *Perguntou ela, o tom cheio de um respeito calculado.*
Ele ergueu os olhos do relatório que mal tinha lido e respondeu com um tom neutro:
- Continue com o plano. Agende uma reunião com o conselho para aprovar os detalhes finais.
Imelda assentiu e voltou a focar na apresentação, mas o canto de seus lábios tremulou em um sorriso discreto. Fora do alcance de Sebastian, se sentava seus dedos deslizaram para o bolso, onde guardava um telemóvel secundário. Uma mensagem rápida foi enviada, sem que ninguém notasse:
"Ele está completamente absorvido no trabalho. Tudo está a sair como previsto."
Enquanto isso, Ominis estava inquieto. Ele sabia que algo não estava certo. A expressão de Imelda na sala e as decisões impulsivas cada vez mais frequentes de Sebastian o deixavam desconfortável. Ele sentiu que as peças estavam ali, mas faltava coragem ou clareza para conectá-las.
Durante o intervalo de almoço, encontrou-se com Anne, que também não parecia satisfeita com o rumo das coisas durante aquelas semanas. Os dois conversaram num café discreto, longe dos ouvidos curiosos da empresa.
- Estou a dizer, Anne, algo não bate certo. *Comentou ele, tomando um gole do café.* - Não posso provar, mas... a Imelda e a tua madrasta estão tramando alguma coisa.
Anne cruzou os braços, pensativa.
- Verónica sempre foi manipuladora, mas... qual seria o interesse da Imelda nisso? Ela é apenas uma funcionária.
Ominis deu um sorriso cínico.
- Não te enganes. Imelda é ambiciosa. E, se reparaste, ela está muito mais confortável perto de Sebastian ultimamente. Demasiado confortável.
Anne assentiu, mas a frustração era evidente no seu rosto.
- E o que sugeres? Que vamos até o Seb e dizemos que a madrasta e a secretária estão conspirando contra ele? Esquece, eu o chamei atenção sobre o assunto já.
Ominis concordou, mas havia uma determinação nos seus olhos azuis e cinza por trás dos óculos.
- Talvez. Mas há algo que podemos fazer. Se conseguirmos descobrir o que elas estão a tramar, teremos como provar. E, Anne... não vamos desistir da Lívia. Ela já nos ajudou no passado, devemos isso. *Ominis curvou os lábios.* - Aqueles dois são teimosos, mas no fundo se gostam, mesmo que não o demostrem tão fácil.
- Concordo. Mas temos de ser discretos. A última coisa que precisamos é que Imelda ou Verónica percebam que estamos a investigar. *Disse Anne, com firmeza.* - E eu já tenho um plano. *Um sorriso malicioso surgiu em seus lábios.*
[França]
Passava-se um mês, desde que deixou Londres. Lívia estava temporariamente a viver no apartamento de sua irmã, Stefany que mesmo com seus deveres como enfermeira experiente agora, tinha que lidar com sua filha em pré-adolescência. Até porque ser mãe solo era uma batalha, mas que ela sempre soube como lidar depois da separação. A casa dela era a pausa que Lívia precisava para respirar e afastar-se do turbilhão emocional que a acompanhara até ali.
[Semanas antes]
A chegada ao apartamento de Stefany, foi tranquila, até porque elas já tinham falado tudo sobre sua situação, porém ela não entendia aquele sentimento que a corroía por dentro. Aquela conversa com Sebastian, ou bem aquela discussão.
Com o cotovelo em cima da mesa e a mão a segurar o rosto enquanto mexia a colher em um chá reconfortante, por um lado aquele chá era diferente que ela costumava tomar com a sogra, que depois de repreender, sempre a convidava para tomar um chá que ela mesma trazia.
Stefany sentou-se ao seu lado com a chávena dela que levou aos lábios, ela estava de folga naquele dia, ao observar Lívia em silêncio por alguns segundos, percebeu o peso no olhar da irmã, mesmo que ela tentasse disfarçar. Colocou a chávena de chá na mesa e se inclinou para frente, com um sorriso sutil, mas decidido.
- Está na hora de pares de te esconderes atrás dessa calma toda, Lívia. *Ela disse, a voz firme, mas acolhedora.* - Já conversamos sobre ele, já sabemos o que aconteceu, mas tu ainda estás a lutar contra ti mesma. O que é que estás a tentar provar?
Lívia suspirou, os olhos distantes, como se tentasse encontrar a resposta certa. Ela não sabia. Não queria admitir o que sentia, mas Stefany sempre soubera ser direta.
- Não é sobre ele, é sobre mim. *Lívia murmurou, mais para si mesma do que para a irmã.* - Tenho medo de tomar decisões erradas, mesmo quando acho que estão certas...
Stefany ficou em silêncio por um momento, observando a irmã com uma expressão de compreensão. Ela sabia que Lívia, com sua personalidade, tinha uma tendência a se perder nos próprios sentimentos e nas expectativas dos outros. Com uma voz mais suave, mas ainda firme, ela disse:
- Olha, eu entendo o que estás a passar. Mas sabes, a vida não é sobre acertar sempre, é sobre aprender. E tu, Lív, tens medo de falhar, mas falhar não é o fim do mundo. O pior é viver com arrependimentos por não fazer nada.
Lívia olhou para ela, os olhos um pouco marejados, mas com uma leve sensação de alívio. A irmã sempre soubera o que dizer, mesmo sem rodeios.
- Não sei... Parece que tudo está desmoronando, Stef. E se eu fizer a escolha errada outra vez?
Stefany sorriu, o olhar seguro.
- Tu és mais forte do que pensas. Se erraste, erraste de coração, e isso já é algo que muita gente não tem. Não és perfeita, mas és autêntica, e isso é o que mais importa. Agora, não penses mais nele. A vida vai te dar novas chances, mas depende de ti reconhece-las. Mas o caso aqui é que ele te traiu, tu agiste bem e ainda acho que foste muito sonsa.
Lívia fez uma careta com as ultimas palavras, contudo suspirou ainda pensativa, Stefany tinha razão, mas o que aconteceria depois? Ela não fazia a mínima ideia, ela só esperava que Sebastian tivesse a lidar melhor com a situação do que ela naquele momento.
Por mais que ela no passado tentasse ser indiferente aos momentos de crise de Sebastian depois de um negócio não muito bem resolvido, ela tentava o acalmar com alguma bebida quente.
[Flashback]
O apartamento estava em silêncio, exceto pelo barulho distante de chuva contra as janelas. Lívia estava no quarto, embrulhada num cobertor, com um livro entre as mãos e o coração sossegado pela calmaria da noite. Era raro ter momentos assim, em que a rotina e as preocupações pareciam dar-lhe um descanso.
No entanto, o som abafado de passos apressados no andar de baixo interrompeu o seu sossego. Era um som familiar, mas carregado de algo que ela não conseguia ignorar, frustração que ele emanava. Deixou o livro de lado, assim comos os óculos em cima da mesinha de cabeceira, os pés descalços encontrando o chão frio, e saiu do quarto. Ao descer as escadas, viu Sebastian, ainda com a gravata solta, a passar a mão pelos cabelos num gesto impaciente, os papéis que trazia espalhados pela mesa acompanhado de uma garrafa de whisky que já tinha sido aberta e despejada num copo ao seu lado.
- O que é que aconteceu? *Perguntou, com a voz tranquila, mas atenta.*
Ele parou, visivelmente irritado, mas ao vê-la, o rosto suavizou-se por um breve instante. Apesar disso, desviou o olhar, a mão apertando o nó da gravata antes de a arrancar por completo.
- Não foi nada. Apenas... *Ele hesitou, respirando fundo.* - Um cliente que não cumpriu a parte dele no contrato. Passei dias a negociar, e no final... tudo para nada.
Lívia aproximou-se, os passos leves, e parou ao seu lado. Os olhos olhos claros analisaram o rosto dele, procurando sinais mais profundos daquela irritação. Ela mesmo estando à quase dois anos casada com ele, ainda era difícil do decifrar às vezes seu comportamento: Sebastian raramente admitia fraquezas, contudo o rosto dele de mostrava sinais de cansaço.
- Já comeste alguma coisa hoje? *Perguntou ela, com um tom que sabia que ele não rejeitaria tão facilmente.*
Ele soltou uma risada baixa, carregada de ironia, e respondeu:
- Não estou com fome. Além disso, o que eu preciso é que as pessoas façam o trabalho delas como deve ser.
Ela ignorou o comentário, dirigindo-se à cozinha sem dizer mais nada. Sabia que quando ele estava assim, o melhor era dar-lhe espaço, mas sem o deixar sozinho por completo. Enquanto ouvia o som de papéis sendo empilhados e a respiração frustrada de Sebastian ao fundo, preparou uma chávena de chocolate quente com os movimentos cuidadosos que lhe eram naturais. Aquela era a bebida que costumava dar às vezes quando ele estava sob pressão, possivelmente até gostava, embora nunca o admitisse em voz alta para Lívia.
Quando voltou para a sala, ele estava sentado no sofá, os cotovelos apoiados nos joelhos, os olhos fixos num ponto qualquer da parede à sua frente enquanto bebia o conteúdo do copo. Lívia colocou a chávena na mesa à sua frente e lhe tirou o copo das mãos.
- Chega de álcool por, hoje, e trabalho também. *Ela murmurou, com voz calma, mas que demostrava*
Ela levou o copo aos lábios na ponta que ele tinha bebido, e sentiu o gosto forte a queimar-lhe a garganta, sua primeira reação foi uma careta acompanhado a uma tosse o rosto vermelho não passava de despercebido.
- Que porra não sei como as pessoas bebem isto... *Ela resmungou um pouquinho.*
Sebastian ergueu uma sobrancelha ao vê-la tossir após um gole do whisky, o canto dos lábios ameaçando um sorriso, mas ele logo o conteve. Com um suspiro pesado, recostou-se no sofá, os olhos escuros a observá-la enquanto ela colocava o copo de lado e empurrava a caneca de chocolate quente para mais perto dele.
- Nunca pensei que te ia ver a roubar o meu whisky. *Comentou, a voz carregada de ironia.*
- Não roubei nada, só estava a tentar perceber como consegues beber isto. *Respondeu ela, com uma expressão que misturava teimosia e embaraço.* - Agora, bebe isso.
Ele olhou para a caneca, depois para ela, e riu, uma risada curta, quase imperceptível.
- Não sou um miúdo, Lívia. E chocolate quente não vai resolver os problemas que tenho na empresa.
Lívia olhou-o por um momento, os olhos brilhando com uma determinação tranquila, como se a sua paciência fosse a chave para lidar com aquele homem que raramente admitia fraquezas. Ela colocou a caneca sobre a mesa, ainda a sentir o calor da bebida entre as mãos.
- Sei disso, Sebastian. *Ela murmurou, a voz suave, mas com firmeza.* - Mas sei que, no fundo, tu precisas de uma pausa. Todos precisam. Não és uma máquina. E tu... também precisas de ti.
Ele deu uma risada baixa, como se a ideia de precisar de algo fosse absurda. Levantou-se, afastando-se dela com os passos pesados, o cansaço evidente nas suas feições, mas nada que ele deixasse transparecer com facilidade.
- Não te preocupes comigo. Já estás a perder tempo de mais. *Disse ele, a voz grave, mas sem rancor.*
Lívia observou-o em silêncio enquanto ele se afastava. Algo no comportamento dele a desconcertava, mas ela sabia que não poderia forçar nada. Ele tinha as suas maneiras, e ela as dela. E, se havia uma coisa que sempre soubera, era que Sebastian Sallow era alguém que era complexo e intenso em outras vezes.
Com um suspiro, Lívia levantou-se e foi até à cozinha. Pegou no copo de whisky, sentindo ainda o cheiro forte da bebida a impregnar a sala, e caminhou até à cozinha para lavá-lo. A água morna escorria entre os seus dedos enquanto esfregava o vidro com movimentos ordenados, mas a sua mente estava longe. Os pensamentos vagueavam por Sebastian, pela maneira como ele carregava o peso da responsabilidade da empresa nos ombros e, ao mesmo tempo, mantinha aquele muro inquebrável ao seu redor.
Mas ela também tinha as suas muralhas depois dos acontecimentos do passado e ainda a pressão que a mãe dele lhe pressionava, e agora nem filhos poderia lhe dar, apesar dele ter continuado com ela o que achará estranho na época. Contudo tentou não o questionar, até porque começava a ter sentimentos, os quais nunca teve coragem de lhe confessar.
Enquanto colocava o copo no escorredor, ouviu passos firmes atrás de si. Antes que pudesse virar-se, sentiu o calor de um corpo contra as suas costas. Sebastian tinha-se aproximado silenciosamente, e o toque das mãos dele pousou de leve nos seus quadris. O roupão que ela vestia oferecia uma barreira fina, mas insuficiente para conter o arrepio que percorreu o seu corpo.
- Pensas que te podes esconder de mim, mesmo quando finges que estás calma? *Murmurou ele ao seu ouvido, a voz rouca e carregada de algo que ela não conseguia definir.*
Lívia permaneceu imóvel por um momento, sentindo os lábios dele deslizarem pelo seu pescoço, ao mesmo tempo que desviava o cabelo para ter melhor acesso. Ele encontrou a curva delicada da pele com a língua, seguido de uma mordida leve que fez com que ela soltasse um suspiro involuntário. As suas mãos moveram-se lentamente, puxando o tecido do roupão apenas o suficiente para expor os ombros dela.
- Sebastian... *Começou ela, mas a voz soou fraca, interrompida pela intensidade do toque dele.*
- Shhh... *Ele sussurrou, com um sorriso que ela não podia ver, mas sentia.* - Não precisas dizer nada agora. Deixa-me adivinhar o que estás a tentar esconder.
As mãos dele deslizaram para o cinto do roupão, desatando-o com facilidade. Apesar da intensidade, havia um cuidado nos toques de Sebastian, uma atenção aos mínimos detalhes que fazia o corpo dela arder. Lívia arqueou as costas, os lábios a soltarem um gemido abafado quando ele percorreu a linha do pescoço com os dentes e a língua, a pele a arrepiar-se a cada toque.
- És mesmo teimoso... *Disse ela, a voz tingida de provocação e desejo.*
Ele riu baixo, um som que vibrou contra a pele dela.
- E tu não és tão diferente. És só melhor a disfarçar.
Ela virou-se de frente para ele, os olhos claros a encontrarem os escuros, carregados de algo que parecia tanto raiva quanto atração. Antes que pudesse responder, Sebastian inclinou-se, capturando os lábios dela num beijo faminto, mas contido o suficiente para a deixar ainda mais sedenta.
- Vamos resolver isso como adultos? *Provocou ele, os lábios a milímetros dos dela.*
- Depende... *Respondeu ela, os olhos brilhando com desafio.* - Consegues manter o controlo desta vez?
Ele sorriu de lado, puxando-a contra si com firmeza, os corpos a colidirem com uma eletricidade que só eles conheciam.
- Talvez seja melhor tu tentares manter a tua essência...
A cozinha transformou-se num espaço de toques, gemidos abafados e murmúrios entrecortados. Num misto de força e cuidado, Sebastian ergueu-a até a sentar na bancada fria, os lábios a explorarem cada centímetro da pele exposta enquanto as mãos dela puxavam a camisa dele com urgência.
[Fim do Flashback]
Ela abanou a cabeça o rosto ligeiramente corado, o qual disfarçou para que Stefany não entendesse, ela se recusando pensar mais nele, especialmente dos seus momentos.
- Bem, mana vou ouvir teu conselho, quero apenas aproveitar um dia de cada vez. *Lívia esbouçou um sorriso brincalhão, e levantou a chávena para fazer um brinde na da irmã.*
Stefany riu, mas sorriu de seguida com satisfação no olhar, orgulhosa de ver Lívia finalmente começando a se soltar um pouco. A irmã, com sua natureza gentil e dedicada, sempre se preocupava demais com os outros, mesmo que fosse de forma adaptável, porém agora parecia estar começando a entender que cuidar de si mesma também era importante. As duas ficaram em silêncio por um momento, saboreando o chá quente, e Stefany, com um sorriso travesso, finalmente quebrou o silêncio.
- Lembra-te, não precisas de pressa. A vida é boa quando a gente deixa de forçar as coisas.
Ela assentiu, sentindo-se mais leve, como se um peso tivesse sido retirado de seus ombros. O que viria, viria, e ela estava pronta para enfrentar isso com mais calma e clareza.
[Agora]
Dia seguinte, naquela tarde calorosa de verão, enquanto os filhos de suas irmãs brincavam na varanda do prédio que a sua outra irmã, Isabel, cuidava, Lívia desenhava algo em seu caderno de modelos. Suas irmãs conversavam entre ao desfrutarem de algumas sobremesas e sumos.
Lívia já ia na terceira fatia do bolo de cenoura que Stefany e Isabel tinham feito.
- Fogo, já vais no terceiro, isso é que é fome! Não te cuides que daqui a pouco estou a ver-te a não passar pelas portas dos nossos prédios. *Stefany apontou para a porta da varanda, sorriso brincalhão.*
- Deixa-a. A nossa menina precisa, depois de tudo o que passou. *Isabel comentou, ao mesmo tempo que apertava a bochecha de Lívia com carinho.*
Lívia deu uma batida leve na mão da irmã, afastando-a com um sorriso meio irritado, meio divertido.
- O que posso fazer se vocês fazem o melhor bolo de cenoura? A culpa é vossa. *provocou, seus olhos azuis claros agora tinha um brilho radiante.* - E eu já não tenho 11 anos para me fazeres essas coisas, Isa. *Ela encarou de seguida Isabel com um olhar desafiador.*
Isabel gargalhou, enquanto Stefany revirava os olhos dramaticamente. Isabel olhou atentamente para a irmã mais nova, como a estivesse a estudar.
- Falando nisso, sabes o que era mesmo bom para complementar essa nova fase? *Isabel inclinou-se para frente, como se estivesse a revelar um segredo.* - Uma transformação. Que tal mudar o visual?
Lívia franziu o sobrolho, intrigada, mas antes que pudesse perguntar o que Isabel queria dizer, Stefany pegou o desenho de um modelo que Lívia estava a desenhar e o mostrou.
- Sim! Já é tempo de mudares isso tudo. Começa pelo cabelo. Uma nova cor ia dar-te outra energia. Além disso, Isa... *Stefany olhou com um olhar sugestivo para Isabel.* - Aquela patroa da tua filha não trabalha com moda?
Lívia inclinou-se para trás na cadeira, com uma expressão de surpresa.
- Hey... hey, calma meninas... *Ela ia protestar, mas Stefany a interrompeu.*
- Nem penses em escapar, Lív! *Stefany insistiu, apontando para a irmã.* - Está na hora de mudares algo no teu visual. Estás em Paris, querida. *Ela estalou os dedos.* - O teu cabelo castanho está bonito, mas sabes o que ficava ainda melhor? Um vermelho profundo.
- Vermelho?! *Lívia repetiu, rindo nervosamente.* - Vocês estão a exagerar.
- Nada disso. Eu consigo imaginar. Ia ficar perfeito com o teu tom de pele. Vais amar. *Isabel completou, gesticulando com entusiasmo.* - E depois eu vou pedir há Katy para falar com a mãe da criança que ela está a cuidar.
Sem que Lívia tivesse muita escolha, as irmãs convenceram-na, e, naquela tarde, levaram-na a um salão de cabeleireiro. Algumas horas depois, quando se viu no espelho, Lívia quase não acreditava. O cabelo, agora num vermelho profundo e vibrante, brilhava com intensidade. Sentiu-se diferente, como se aquela mudança exterior fosse mais uma das poucas mudanças que fazia a si e o primeiro passo para transformar também o que estava por dentro.
❉⊱•═•⊰❉⊱•═•⊰❉⊱•═•⊰❉
Autor(a): CatFlower
Este autor(a) escreve mais 3 Fanfics, você gostaria de conhecê-las?
+ Fanfics do autor(a)Comentários do Capítulo:
Comentários da Fanfic 4
Para comentar, você deve estar logado no site.
-
catty_blacker Postado em 03/01/2025 - 15:43:42
Sinceramente, manifesto-me de que terás uma carreira maravilhosa na escrita. Escreves muito bem. Parabéns, adorei tua história.
@catty_blacker Postado em 10/01/2025 - 23:45:55
Sou brasileira :D
CatFlower Postado em 10/01/2025 - 22:45:11
Ah já agora, esta é a playlist da série ☺ https://open.spotify.com/playlist/6Z8Lq8hAs5YlkGZKgH5VMy?si=47b5b591d81449b6
CatFlower Postado em 10/01/2025 - 22:31:12
Obrigada. o gpt também ajudou, e este inicio usei como base de um vídeo que ouvi o resto vai sendo visto ao longo da trama :D Mas sendo sincera foi um mês e meio para fazer a história toda, hoje irei publicar os capítulos. Mas tenho eles no Spirit já e no Wattpad. És portuguesa ou brasileira?